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Capítulo 10 – Os Despojos da Guerra

Eu havia concluído minha vingança e iniciei a limpeza.

Primeiro, reuni meus subordinados mortos-vivos e conferi os danos.

Os que haviam lutado ao meu lado contra Malcolm estavam quase todos aniquilados, e os que enfrentaram o grupo de magos negros na vila também sofreram perdas pesadas na batalha feroz.


[...Havia cerca de quinhentos, não? E só restaram esses poucos?]


De todo o exército, menos de trinta permaneceram.

O dano era imenso, considerando que haviam lutado contra pouco mais de quarenta inimigos. Se fossem apenas zumbis e esqueletos, seria diferente, mas entre eles estavam mortos-vivos de alto nível.

Se Malcolm não tivesse sacrificado os magos negros, os mortos-vivos enviados à vila teriam sido completamente aniquilados.


‘Bem, nesse caso eu teria acabado com Malcolm mais rápido e ido ajudá-los, mas...’


Após avaliar os estragos, examinei o corpo de Malcolm.

Se o número de tropas caíra, eu apenas as reporia.
Enquanto o corpo não estivesse destruído além da recuperação, seria possível restaurar uma parte delas.

Afinal, não era essa a beleza de um necromante? Aumentar suas forças usando os cadáveres dos inimigos mortos em batalha.


‘Hmm... será que vai funcionar?’


Eu havia visto Malcolm invocar mortos-vivos algumas vezes, mas apenas de baixo nível, em grande quantidade.
Ele não tinha escolha: todos os de alto nível que possuíra eu havia tomado.

No fim, nunca aprendi a criar mortos-vivos a partir de cadáveres.
Se tentasse sem cuidado e algo desse errado, inutilizando o corpo, choraria lágrimas de sangue.

Não seria fácil obter novamente um corpo de tão alto nível.

Foi então que percebi algo estranho.

O corpo de Malcolm não possuía alma.

Era a primeira vez que examinava um cadáver desde que me tornara um demilich, então investiguei mais a fundo. Logo descobri a causa:
um círculo mágico vermelho gravado em seu coração havia extraído sua alma à força.

‘A alma foi levada por algum contrato demoníaco? Ou talvez a organização por trás dele tenha tomado precauções.’

Seria bom se eu tivesse obtido informações através da alma, mas era tarde demais.
Uma pena.
Talvez, se tentasse de várias formas, conseguisse algo.

‘Ao menos ainda posso usar o corpo.’

Olhei em volta e logo encontrei o que buscava:

O bondoso mago negro que me dera minhas primeiras lições.
Caído num canto, ferido pela batalha, mas ainda com a forma preservada.


‘A alma dele também foi extraída... Mas acho que ainda posso aproveitá-lo.’


Não apenas me dera aulas particulares, como também a oportunidade de um treinamento prático.

Com gratidão, tentei criar um morto-vivo.

Usei o conhecimento de Magia Negra que havia adquirido, a experiência de observar mortos-vivos e as informações obtidas quando ressoei com o Fragmento do Rei Imortal, para manipular o poder sombrio.


‘Conectar e sincronizar o cadáver com a energia, corromper o poder residual no corpo, alterar as informações físicas... reunir fragmentos de pensamentos... É assim?’


Chamas negras envolveram o corpo, queimando tudo, restando apenas os ossos.
Parecia estar funcionando bem, até que...

Crack—! Fsshh...

Fissuras se abriram pelos ossos, que começaram a desmoronar.

[Ah... foi mal.]

Pedi desculpas em tom leve.
Ainda assim, graças a ele, consegui sentir o processo.

Mandei que trouxessem o cadáver de Jeraph do depósito e tentei novamente.
Dessa vez, talvez com a “Chance de Jeffy” sempre ao meu favor, obtive sucesso.

Um mago esqueleto surgira.

Ganhei confiança, mas ainda parecia cedo para usar o corpo de Malcolm.
Precisava praticar mais.


‘Há bastante material disponível. Vou treinar o suficiente e deixar ele por último.’


Ordenei que levassem o corpo de Malcolm e me levantei para inspecionar a vila.

Por um instante, meu corpo tombou de lado.
Era difícil manter o equilíbrio sem um braço.


‘Preciso resolver isso primeiro.’


Os mortos-vivos procuraram meu braço direito, arrancado na luta contra Malcolm.
Encontraram rápido, mas estava inutilizável: o braço superior havia desaparecido.


‘Impossível anexar. Não dá para usar.’


Se fosse um verdadeiro lich, teria regenerado os ossos fragmentados, mas para mim era inviável.

Enquanto refletia, notei os restos de um cavaleiro da morte, destruído antes do combate com Malcolm.
Examinei e vi que seu braço direito estava intacto — e de tamanho semelhante ao meu.


‘Perfeito! Posso usar este.’

Conectei o braço ao ombro com magia negra.
Chamas negras queimaram a carne mumificada, restando apenas os ossos.

Logo, a habilidade de Super Recuperação ativou, fundindo meu corpo ao novo braço.

[Hmm... um pouco estranho.]

Balancei o braço de um lado a outro, ajustando o tamanho com magia óssea.

[Agora sim! Perfeito!]

A cor do osso era diferente, mas a manipulação da energia estava idêntica.

Satisfeito, decidi passar ao próximo passo.

[Hora de recolher os despojos da guerra.]

A vila estava em ruínas, mas ainda havia muito a coletar.

Infelizmente, a maioria dos mortos-vivos destruídos por Malcolm não pôde ser recuperada.
Revivi alguns, transformei os cadáveres dos subordinados em novos mortos-vivos e continuei explorando a vila.

[Este será um guerreiro esqueleto.]

Conduzi os recém-criados, saqueando casas e recolhendo recursos.
Criei mais alguns mortos-vivos, mas não tantos quanto esperava.

Foi apenas ao chegar ao centro da vila que percebi a razão.

[Então... estavam todos aqui.]

O combate principal havia ocorrido no centro.
Centenas de restos de mortos-vivos jaziam espalhados, e o grupo de magos negros havia sido exterminado.


‘Enquanto eu enfrentava Malcolm, eles se reuniram aqui e lutaram nas vielas.’

De fato, todos estavam equipados com mantos, cajados e armas.
Tinham se preparado para resistir desde o início.

[Mas... há mortos-vivos demais. De onde vieram tantos?]

Ao observar, percebi que eram, em grande parte, invocações separadas dos magos negros.
Embora houvesse poucos de nível elevado, eram numerosos o bastante para resistir.

Entre os corpos dos subordinados, alguns se destacavam pela força.

O que mais chamava atenção era um homem de meia-idade, o mesmo que guardara a entrada da vila.

[Lembrei de sentir a força dele quando escaneei a vila, mas não pensei que fosse tanto.]

Era ele quem havia eliminado a maioria dos mortos-vivos de alto nível.
Não era mago, mas um guerreiro, e isso explicava a diferença entre a energia que possuía e seu poder de combate.

[Preciso ter cuidado. Se avaliar apenas pela quantidade de magia negra, posso me enganar gravemente.]

No fim, esse homem resistiu bem, mas sucumbiu após a queda de Malcolm e dos magos negros.

[Agora, no entanto, será meu sacrifício.]

Comecei a transformar os de baixo nível em mortos-vivos, um por um.

Os magos negros se tornaram magos esqueletos, e os subordinados, esqueletos de elite ou guerreiros esqueletos.

Alguns subordinados mais promissores foram elevados a cavaleiros esqueletos.

Enquanto trabalhava diligentemente, percebi algo curioso: o nível mais baixo entre todos era de esqueleto de elite.

Ou seja, eu era o mais fraco da vila.


‘Que seja. Agora sou o mais forte aqui. Vou fazer esses caras trabalharem os ossos até rangê-los.’


Não havia um motivo especial para que todos os recém-criados fossem esqueletos.
Eu apenas utilizei as informações armazenadas no Fragmento. Talvez fosse preferência de Malcolm, mas como a maioria dos sacrificados eram esqueletos, essa forma se mostrava a mais eficiente.

Além disso, eu mesmo era um esqueleto, então era natural que fosse mais fácil criá-los.


‘Falta diversidade... mas não há o que fazer.’


Ainda assim, seria um desperdício deixar o guarda da entrada da vila apenas como um cavaleiro esqueleto.
Como Malcolm já planejava transformá-lo em algo mais forte, decidi dar meu melhor.

[Grrrhh—]

Do corpo caído veio um som gorgolejante, e logo o pescoço amassado e pendente se soltou.
O corpo ergueu-se lentamente, pegou a própria cabeça caída e a colocou debaixo do braço.

[Oh, funcionou.]

Um Dullahan, o cavaleiro sem cabeça, havia nascido.

Agora que quase todos os mortos-vivos de alto nível haviam sido destruídos, esse Dullahan era a minha força mais poderosa.
Havia outros espalhados, mas nenhum em bom estado.

Claro, isso só valeria por pouco tempo — logo o posto de mais forte mudaria de mãos.

Era, enfim, a vez de Malcolm.

Respirei fundo e refleti.

Entre as informações que possuía, não havia tantas opções adequadas para transformar um mago em morto-vivo.
Seria um desperdício reduzi-lo a mero mago esqueleto.

Fantasmas exigiam uma alma, e o mesmo valia para liches.


‘Não, na verdade, um lich nasce quando um mago se corrompe e decide voluntariamente tornar-se morto-vivo. Eu nem tenho o ritual para isso.’


Malcolm não estava errado ao me chamar de inacabado.

Enquanto pensava em alternativas, notei meu braço direito.

Um cavaleiro da morte era um dos mortos-vivos de mais alto nível — mantinha o ego e possuía poder de combate quase comparável ao de um lich.
Os que comandei brevemente estavam enfraquecidos, sem ego, após serem expostos ao Fragmento por tanto tempo.

‘Claro, não posso transformar um mago em cavaleiro da morte... mas talvez consiga imitá-lo, ao menos em parte.’

O Fragmento do Rei Imortal continha informações sobre eles, e eu os havia estudado depois de evoluir para demilich.
Além disso, meu braço direito era, literalmente, de um cavaleiro da morte.


[Está decidido. Vou tentar.]


Sentei-me diante do cadáver de Malcolm, coloquei a mão sobre ele e concentrei-me.

A habilidade Sabedoria Maldita sussurrou-me o método, enquanto o Fragmento em meu coração cedia sua força.

Chamas negras envolveram o corpo.
Diferente das outras vezes, não restaram apenas ossos: a carne secou, como se toda a umidade houvesse evaporado.

Deu certo.

Rapidamente reuni os fragmentos de consciência que restavam e implantei um ego.
Eram pedaços sem valor como informação, mas o bastante para que tivesse discernimento próprio.

Logo, Malcolm ergueu-se lentamente, de pé, com olhos ardendo em chamas azuis.
Depois, baixou a cabeça diante de mim.

[Quais são suas ordens?]


‘Oh... ele fala!’


Fiquei momentaneamente emocionado.
Era a primeira vez que via um morto-vivo, além de mim mesmo, articular palavras.


‘Se tem ego e fala, precisa de um nome...’


Refleti por alguns instantes, mas percebi que não havia motivo para escolher outro.

[Seu nome é Malcolm. Prazer em revê-lo. A partir de agora, obedeça-me.]

Dar-lhe outro nome só traria confusão. Além disso, provavelmente “Malcolm” também não era mais que um pseudônimo, como Jeffy.

Ele assentiu.
Ainda não conseguia responder claramente, mas isso melhoraria com o tempo.

Pá!

Bati nele de leve.

[Responda direito, seu desgraçado.]

[…Sim.]

E assim, minha vingança estava completa: Malcolm, aquele que me matara, tornara-se um Mago da Morte — e meu subordinado.



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