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Capítulo 45 — O Retorno Exposto

Em verdade, a carruagem deles havia chegado ao seu destino há um tempo. O cocheiro inocente e leal deles se afastou discretamente para lhes dar privacidade.

Quando a carruagem estava descendo a íngreme Colina Logorño, o cocheiro poderia não ter percebido o que estava acontecendo dentro da cabine, mas ele teria rapidamente deduzido a verdade assim que parassem.

Assim que Inês percebeu isso, ela não suportou ser carregada para dentro de casa nos braços de Cássel. Então, ela deu um tapa na mão que ele lhe oferecia. Seu vestido já estava amassado e seu cabelo estava uma bagunça. Apesar de tudo isso, ela se esforçou ao máximo para parecer apresentável novamente quando caminhou até o portão da frente com pernas trêmulas.

Nesse meio tempo, Cássel tentou várias vezes levantá-la em seus braços, e até tentou carregá-la em seu ombro como um saco de batatas.

Inês pensou precisamente a mesma coisa que costumava pensar como a orgulhosa e bela princesa herdeira que ela tinha sido. Naquela época, ela passava muito tempo de sua vida se defendendo de atenção masculina indesejada. 

"Homens são criaturas tão irritantes."

Quando ela baixou a guarda por uma fração de segundo, ele a levantou em seus braços pela frente. Suas mãos não conseguiam alcançar as mãos dele que agarravam sua bunda, então ela parecia estar sentada em uma cadeira invisível, chutando as pernas, lutando em vão.

Inês olhou para ele. — Cássel, eu disse para você me soltar.

Cássel lançou-lhe um olhar rápido e marchou em direção à casa. Sua respiração já estava ofegante, e ele havia perdido toda a sua calma. Ele geralmente tendia a ouvi-la quando ela usava aquele tom de voz autoritário, então era evidente que sua luxúria o havia dominado.

— Cássel — ela avisou novamente.

— Eu não posso esperar mais. Não há tempo.

Esta era a maneira menos respeitosa para um casal respeitável entrar na casa na frente de todos os seus funcionários. A postura atual deles era claramente a de um casal prestes a copular. O corpo dela pressionado firmemente contra o dele, e suas pernas abraçando suas laterais. Mesmo que a maioria dos aristocratas não se incomodasse em esconder suas vidas pessoais de seus funcionários, Inês também não sentia a necessidade de anunciá-lo.

Inês proferiu as palavras com dificuldade: — Eu posso andar sozinha.

— Como se fosse. — Cássel deslizou as mãos de suas costas e nádegas para agarrar suas coxas. As pernas dela tremeram. — Você está tremendo assim. Não tem como você possa andar.

Antes que ela pudesse protestar, ela quase caiu para trás porque as mãos de Cássel não estavam mais apoiando suas costas, mas sim amassando suas coxas. Por seu pânico instintivo, ela abraçou o pescoço dele.

Ele soltou uma risada baixa.

Inês inclinou a cabeça e perguntou: — Você está rindo de mim agora?

— Eu estava apenas rindo porque achei você fofa.

Inês duvidou do que ouvia por um momento. "Fofa? Como alguém poderia achá-la fofa?" Dito isso, ela não estava feliz por ele estar rindo, independentemente do motivo. — Eu não sou fofa. Estou apenas envergonhada, então me ponha no chão.

Ele mordiscou o lóbulo da orelha dela e fez beicinho. — Você está envergonhada de mim?

Enquanto fingia estar magoado, ele ainda esfregava sua ereção contra o ventre dela. Inês achou tudo ridículo. — Pare de brincar com palavras, Escalante.

Finalmente, Cássel entendeu a seriedade da situação. — Você está realmente brava.

Quando Inês concordou e ameaçou chutar a coisa nojenta dele se chegassem à porta da frente assim, ele a deitou nos degraus.

Inês queria virar as costas e se afastar dele, mas suas pernas estavam muito fracas depois de gozar duas vezes na carruagem. Tentar fazer uma saída graciosa e rápida era mais fácil dizer do que fazer.

Em pouco tempo, ela estava de volta aos braços de Cássel. Ele passou o braço em volta da cintura dela e respondeu, sem ser solicitado: — Eu pensei que você poderia cair.

Sua voz sussurrante era tão gentil que Inês pensou que pertencia a outro homem por um momento. Ela quase conseguia ouvir a voz preocupada de Emiliano no tom de Cássel.

A memória se repetiu em sua mente. Ela havia franzido a testa em desaprovação para ele. "Você não é habilidoso nisso. Você pode machucar sua mão novamente." O homem de suas memórias distantes deu-lhe um sorriso dócil e disse: "A escada é estreita, então eu estava preocupado que você pudesse cair."

Inês ficou atordoada com uma onda de déjà vu. No entanto, ela saiu de sua nostalgia assim que viu o volume nas calças de Cássel. O sinal flagrante de sua luxúria esclareceu a realidade para Inês e, ao mesmo tempo, manchou uma bela memória com algo vulgar. Ela se sentiu absurda por comparar aquele homem inocente com este libertino.

— Inês? — perguntou Cássel, interrompendo seus pensamentos.

— Se os funcionários da casa descobrirem sua ereção, eu vou chutar suas bolas.

— Você vai se arrepender de me chutar tão cedo, já que ainda não temos herdeiros.

— Ande como uma pessoa normal! — retrucou Inês.

— Mas eu já estou duro. — Ele quis dizer que uma caminhada adequada não faria muita diferença se sua virilha estivesse protuberante.

Ignorando-o, Inês se esforçou ao máximo para andar reta. As mãos dele a seguiram para mantê-la de pé. "Perfeito, meu vestido pode cobrir seu volume hediondo", ela pensou e se conteve antes de empurrá-lo.

Em vez disso, ela colocou o braço gentilmente no antebraço dele, e eles entraram pela porta da frente como um casal de recém-casados apaixonados.

Infelizmente, Inês esqueceu que suas bochechas coradas e cabelo bagunçado já eram sinais claros do que havia acontecido na carruagem. Ela só percebeu sua supervisão quando viu seu reflexo no espelho do quarto.

— O que...? — Inês franziu a testa.

— É por isso que eu disse que não importa — respondeu Cássel. — Os funcionários já pensam que tivemos sexo selvagem lá fora, Inês.

O braço dele enrolou-se nela como uma videira e puxou seu vestido bruscamente para cima. Inês se conteve e se firmou na penteadeira. Suas roupas íntimas desapareceram em um flash de movimento. Então, a ponta dele empurrou sua entrada gotejante.

— Ah...! — ela exclamou.

Cássel estava ofegante e relaxado ao mesmo tempo. Embora seus lábios sorrissem como um predador preguiçoso, seus olhos queimavam com desejo intenso. Seus gemidos se espalharam no ar. O comprimento dele esticava suas paredes internas, preenchendo-a com um calor duro, apenas para se retirar e mergulhar nela novamente.

Inês sentiu o calor aumentar rapidamente depois de dois orgasmos na carruagem. As sensações eram tão avassaladoras que eram quase assustadoras. Como de costume, a força dele a dominava, mas não a repelia como a de Oscar em seu passado.

Ela gemeu, sentindo seu hálito quente abanar sua orelha. Seu corpo tremia a cada estocada, quase a ponto de desabar na penteadeira. Os babados de seu vestido roçavam contra os móveis no ritmo dos movimentos dele, abafando o som de sucção de sua umidade.

— Cássel... Você está muito rápido...

— Isso é o que você ganha por me torturar. Você merece, Inês.

— Eu nunca... Ah!

— Você deveria estar me elogiando pela minha contenção. Eu esperei mesmo quando você andava a passos de lesma... Eu estava pronto para me esfaquear a cada passo que você dava — ele disse entre gemidos e respirações ofegantes.

Se Cássel realmente tinha sido torturado, ele havia causado isso a si mesmo. Inês não iniciou nada disso. Ele foi quem decidiu prolongar a tensão sexual na carruagem.

Inês, corada, encontrou o olhar dele refletido no espelho e murmurou: — Seu libidinoso... lascivo...

Os olhos dele piscaram perigosamente. Ele mordeu o lóbulo da orelha dela e sussurrou: 

— Sim. — Então, ele a penetrou com uma estocada profunda e lenta. A boca dela se abriu com um gemido inaudível. Tentando espremer o som para fora dela, ele agarrou seu seio e girou os quadris, esfregando cada centímetro de seu interior.

— Seu... cão lascivo, Escalante...

— Eu disse para você não me chamar pelo meu sobrenome, embora eu deva admitir que sou de fato lascivo.

Inês não pôde evitar que outro gemido escapasse de sua boca.

— Deve me chamar pelo nome, se não pensarei que você não imagina está sendo penetrada por Miguel agora...

— Se eu estivesse dormindo com Miguel, eu o teria chamado pelo nome dele. — Cássel estremeceu no espelho.

Inês sorriu de lado e sussurrou: — Ah... Miguel...

Os lábios de Cássel deslizaram pela nuca dela e morderam. Dada a nitidez de sua mordida, ele deve estar irritado com a resposta de Inês.

Ela sempre gostava de provocá-lo, mas sua pegadinha foi interrompida por outra estocada poderosa. Seu corpo superior desabou na penteadeira.

— Parece que você está se divertindo. Sua parte inferior está ocupada sendo martelada, mas sua boca está ocupada me provocando.

— Como qualquer mulher... ousaria provocar você?

— Só você, Inês.

— Eu não ousaria — murmurou Inês entre seus gemidos.

— Você se tornou uma especialista em me provocar.

Inês desistiu de se apoiar na penteadeira com os braços e repousou a testa na parte de trás da mão. Ela não conseguia pensar direito. O calor estava aumentando a partir de seus dedos dos pés, subindo por suas veias, e ela estava prestes a ter outro orgasmo.

Ela podia dizer com confiança que não ansiava por intercurso sexual. Mas Cássel Escalante sabia como impedir uma mulher de pensar em qualquer outra coisa assim que ele começava. Ela não podia negar os talentos sexuais dele.

Perdendo o controle sobre seu corpo, Inês proferiu um gemido suave e trêmulo. Quando ele mergulhou nela em seguida, seus dedos dos pés estremeceram no calor gelado. Ela havia atingido outro orgasmo.

Cássel estocou uma última vez, enterrando-se profundamente dentro dela, e pulsou sua liberação. — Ah...!

Inês sentiu o calor dele se espalhar por ela e registrou vagamente seu gemido gutural.

No rescaldo brilhante, Cássel a colocou em seu colo, ainda unidos. O vestido dela escorria sobre as pernas deles, cobrindo a cena hedonista. Felizmente, não havia ninguém por perto para ver os dois.

Mesmo após a liberação, o volume dele ainda a esticava. Cássel geralmente gostava de abraçar depois, e Inês havia se acostumado com ele a segurando em seus braços, frequentemente roçando os lábios em seu ombro. Era conveniente não ter conversas estranhas depois do sexo. Ela imaginou que ele teria se aconchegado assim com qualquer outra mulher com quem tivesse dormido. Afinal, Cássel Escalante acabou sendo mais sensível emocionalmente do que ela havia pensado.

Com o seio de Inês em uma mão, Cássel murmurou: — Você está me olhando de um jeito engraçado.

Inês sentiu seus mamilos endurecerem imediatamente ao toque dele. Após múltiplos orgasmos e com o comprimento dele ainda enterrado dentro, seu corpo respondeu avidamente. Mas o seu olhar estava calmo, e sua voz estava pronta para argumentar. 

— Isso é um problema para você?

Cássel puxou o mamilo endurecido e riu. — Eu não luto em batalhas perdidas, Inês.

— Então, por que você não sorri lindamente e segue em frente?

Ele riu e se inclinou para o cabelo dela, esfregando os lábios em sua cabeça. — Você acha meus sorrisos bonitos?

Inês repousou a cabeça em seu peito, drenada de toda energia. — Claro que acho. Quem mais poderia se comparar?

— Eu preferiria a palavra ‘bonito’, se não se importa.

— Isso é um dado... Você é perfeito — disse Inês. Ela deu dois tapinhas em sua bochecha como se o estivesse elogiando, mas seu braço caiu rapidamente. Ela estava muito cansada para mantê-lo erguido.

Cássel usou a mão que não estava ocupada acariciando seu seio para segurar a mão dela. Ele acariciou a palma dela com a ponta do dedo, e ela respondeu com um gemido baixo. Ele olhou para os lábios dela, atordoado. Ele suspirou: — Você é muito generosa com seus elogios, Inês.

— Eu só digo a verdade.

— Você é muito generosa com José Almenara — insistiu Cássel.

— Mas ele é um bom homem.

— Você é muito generosa com outros oficiais também.

— Mas eles são seus colegas de trabalho.

— Está além do merecimento deles. Então, pare de elogiá-los.

Inês franziu a testa e encarou o reflexo dele no espelho, perplexa. — Não me custa nada dizer algo agradável.

Cássel evitou o olhar dela, mas suas mãos ainda demoravam em seu corpo. Ele agarrou o seio dela ainda mais forte, e o vestido dela escorregou um pouco mais para revelar sua carne apertada entre seus dedos.

Ele enterrou os lábios em seus ombros e reclamou: — Eu só... não quero ouvir.

— Você não quer me ouvir? — perguntou Inês para esclarecer.

— Você está fora de si? — ele retrucou. Ele colocou o rosto no ombro dela novamente e disse: — Eu só não quero ver aqueles idiotas desajeitados perdidamente apaixonados por você a cada palavra dita.

Ela não sabia como responder.

— Tudo porque você sorriu para eles uma vez — ele murmurou. — De todos na caçada. Cada um deles.

Inês não se sentia mais fatigada, mas simplesmente confusa.

— Agora que penso nisso, você é muito generosa com seus sorrisos. Pelo menos para qualquer um, exceto para mim...

— O que deu em você? Por que você está agindo como se estivesse obcecado por mim? — Inês não estava brava, apenas incrédula.

— Obsessão? Eu nunca me rebaixaria tanto... — Cássel parou no meio da frase. Enquanto falava, ele percebeu o quão longe havia caído. "Quando foi que eu me perdi assim? Estou obcecando pelos elogios dela ou se ela acha meus sorrisos bonitos?"

Enquanto Cássel estava perdido em seus pensamentos, Inês sorriu de lado. — Tão baixo a ponto de quê?

— Tão baixo a ponto de ter ciúmes...

Inês afirmou com confiança: — Você nunca faria isso. Qual é. Você não é de ter ciúmes, Cássel.

A mão de Cássel sob o vestido dela parou, e ele piscou. Ele avaliou cuidadosamente as palavras dela e considerou se estava realmente com ciúmes.

Inês riu. — Não se preocupe, Cássel. Eu nunca pensaria isso. Você pode relaxar.

— Por que não...?

— Hum?

— Por que você não pensaria isso? — ele perguntou sem malícia ou seriedade, apenas curiosidade.

Ela encontrou o olhar dele no espelho. — Ciúmes. Uma palavra assim nunca combinaria com você. Isso nunca aconteceria.

— É mesmo?

— Não apenas por minha causa. Você nunca teria ciúmes de ninguém.

Ele arqueou uma sobrancelha, mas não disse nada. Ele estava esperando que ela terminasse de responder.

Inês pensou por um momento e continuou: 

— Só é possível desconfiar de alguém quando você tem grandes expectativas em relação a essa pessoa. Por exemplo, se eu estivesse apaixonada por você, eu poderia esperar que você me amasse da mesma forma ou desconfiar se você me decepcionaria. O ciúme é semelhante. Você precisa estar envolvido para sentir ciúmes. É por isso que você nunca desconfiaria de mim ou sentiria ciúmes de outros homens por minha causa. Eu não faria algo que o incomodasse. — Inês não precisava explicar mais nada. Ela tinha certeza de que ele nunca a amaria ou sentiria afeição por ela.

Lembrando-se desse fato, ela sorriu deliciosamente.

Cássel franziu a testa e pensou no que ela acabara de dizer. Ela estava certa. Ele não a amava nem tinha grandes expectativas dela. Ele não precisava desconfiar de como ela o decepcionaria. No entanto, ele não conseguia acreditar em quão ofendido se sentiu por alguém lhe dizer que confiava nele. "Eu estava com ciúmes...?" Cássel interrompeu seu raciocínio e se concentrou nela novamente.

— Não é típico de você confiar em alguém tão facilmente.

— Oh? O que você...

— Já que eu nunca me retirei, tudo conta como uma única rodada. — Com essas palavras, Cássel envolveu o braço em volta da cintura dela e impulsionou-se para cima novamente.

— Não, você não pode...

— Desta vez, não chame o nome de outro homem.

Sua outra mão soltou o seio dela e puxou o vestido para baixo. O seio dela saltou por cima do decote e balançou toda vez que ele impulsionava para cima. A respiração dela estava ofegante, e seus gemidos vieram mais rápido. No momento em que a respiração de Cássel se acalmou, ela perdeu o controle de qualquer pensamento em sua cabeça.

Quando Cássel viu Raúl Ballan e Inês juntos no jardim, ele havia sentido ciúmes pela primeira vez. Cássel sentia suas entranhas se revirarem cada vez que ela sorria para Raúl ou dava um tapinha em sua cabeça. Mesmo sabendo que ela tratava Raúl como um irmão mais novo e que Raúl olhava para Inês como um servo leal, isso não dissipava a pontada de sua inveja. Agora, ele sabia que seu ciúme se estendia além de Raúl Ballan.

Seus olhos ficaram verdes de inveja ao mero pensamento dos muitos filhos de duques, do príncipe herdeiro, ou de qualquer outra pessoa com quem ela poderia ter se casado. Qualquer oficial que se iludia pensando que a havia agradado após um elogio ou dois também se juntou à lista. Cássel sabia que essas emoções poderiam degenerar rapidamente. A obsessão infantil dos homens não precisava ser algo tão sublime quanto o amor.

Tudo o que Cássel queria fazer era monopolizar Inês.

Cássel sentiu-se ligeiramente enojado com a emoção não familiar, mas acabou oferecendo a si mesmo uma desculpa. "Afinal, ela monopolizaria o restante de sua vida; seria tão errado desejar um monopólio sobre ela, segurar um laço em seu pescoço como ela segurava uma coleira em torno do dele?"

— Seu... Vigarista, mentiroso, conspirador... — Inês gemeu e xingou no mesmo fôlego. Mesmo que ela não cooperasse, para começar, seu corpo sempre cedia assim que o sexo começava. Que diferença fazia agora que as coisas já haviam chegado a esse ponto?

Inês e Cássel tinham uma grande química sexual. Ocasionalmente, o sexo deles era tão bom que lhe causava arrepios. O fato de ela se destacar na arte do sexo desde o início pode ter desempenhado um papel menor. Se ele fosse honesto, desempenhou um papel importante. Cássel ajustou seu aperto na cintura dela. Ela o acompanhava perfeitamente e era incrivelmente habilidosa—quase terrivelmente. Poucas mulheres poderiam superá-la.

Mas ele a teria achado adorável mesmo se fosse incapaz. Assim, ele teria compartilhado momentos íntimos com ela, independentemente de seu talento sexual. Afinal, eles tinham uma grande química.

Cássel sempre se permitiu relacionamentos de curto prazo, desprovidos de qualquer compromisso. Se uma mulher o quisesse, ele cederia momentaneamente, e se ela parecesse querer mais, ele fugiria. Nada havia sido mais importante para ele do que sua liberdade imediata. Assim, embora tivesse conhecido muitas mulheres, ele nunca chegou a conhecer uma mulher em profundidade. Ele nunca leu os pensamentos de outras pessoas apenas com um olhar ou se sentiu realizado apenas por estar dentro delas. Ele nunca quis possuir cada centímetro dela da cabeça aos pés...

A cada vez que Cássel estocava Inês, sua pré ejaculação se misturava com a excitação dela, produzindo sons lascivos de sucção. Os seios dela tremiam a cada gemido. 

"Eu quero você completamente despenteada. Eu quero que você perca todo o controle do pensamento. Se você se desfizer, que seja apenas em meus braços, assim..." 

Seus dentes cerraram. Ele não suportava ouvir os elogios de Inês a outros homens. Sempre que ela fazia isso, ele não conseguia tirar os olhos dela e tinha que engolir a bile. Ao perceber a natureza de suas emoções, seus dentes cerraram ainda mais. As palavras dela ecoavam em seus ouvidos: "Por exemplo, se eu estivesse apaixonada por você, eu poderia esperar que você me amasse da mesma forma."

Amor. Não precisava ser tão complicado. Ele a desejava dia e noite. Ele ansiava pela atenção dela e a considerava sua parceira para a vida. Mas ele sempre manteve firmemente que era impossível ele estar apaixonado por ela.

Cássel ponderou sobre as palavras dela novamente. "É por isso que você nunca desconfiaria de mim ou sentiria ciúmes de outros homens por minha causa."

"Porque você não me ama..."

Quando ele desvendou as palavras não ditas dela, ele fez uma careta. A verdade tinha um gosto amargo em sua língua.

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Comentários

  1. Obrigada!!!!! Eu já estava tendo crises de abstinência…. A novel tem muitos mais detalhes que o manhwa!!!! Cassei já está apaixonado 😻

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    1. De nada, Gabi. Esse mês estou bem ocupada, mas vou tentar postar combos pra compensar a abstinência kk

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    2. Eu também já estava ansiosa

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    3. Imagina! só de vc postar já fico feliz!

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  2. Que fogo, hein! Meu deu um calor aqui...

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