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Capítulo 01 — Novo Lar

Tulia era linda.

E tinha uma personalidade horrível. Podre até o osso.

Em outras palavras, ela era a vilã.

Uma vilã típica, destinada a morrer de forma sangrenta em qualquer rota possível.

Se havia algo que diferenciava Tulia Frazier, era o fato de que ela não era a vilã de um romance—mas de um jogo.

…Bom, agora parece que tem mais um detalhe acrescentado à lista.

Por que diabos eu acordei como esse pedaço inacreditável de lixo?

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Meu nome original é Han Ina. 

Se eu tivesse que resumir minha vida em uma frase, seria: um fracasso total. 

Tudo desmoronou com a morte da minha mãe e do meu padrasto. Foi o sinal verde para que meus "irmãos" — parentes apenas no papel — mostrassem suas verdadeiras cores com uma proposta absurda. Eles queriam me vender em um casamento arranjado. 

Eu tinha vinte e dois anos e o luto pelos meus pais ainda nem havia completado seis meses. 

A desculpa? O noivo era rico. 

A realidade? Ele era dezessete anos mais velho, duas vezes divorciado, e o bote salva-vidas para a empresa que meus irmãos tinham acabado de falir. 

A situação era nojenta. 

"Se ele é um partido tão bom, casem-se vocês com ele", eu disse. A resposta foi um tapa no rosto. 

"A nossa irmã mais velha não seria mais adequada?", insisti. A resposta foi ser expulsa de casa. Tive sorte de encontrar um lugar pequeno para morar logo depois. Sozinha, equilibrando trabalhos de meio período e estudos, eu tentava sobreviver. Foi nessa rotina que, certo dia, decidi jogar aquele jogo.

[Why Did the Lady Give Bread To The Handsome Man?]

Assim que foi lançado, o jogo virou um fenômeno, mantendo-se no topo das paradas mesmo anos depois. O slogan era tentador: 

“Uma garota comum entra para uma família ducal. Aumente seus atributos, conquiste a família e os rapazes! O poder e o amor são seus!” 

Clássicos nunca morrem, certo? O jogo misturava criação de personagem com romance visual, tinha uma arte linda e muito conteúdo. A fanbase era sólida como rocha. Eu jogava aquilo há anos. 

“Ah, se eu tivesse grana, comprava os finais e zerava tudo de uma vez.” Claro, dava para liberar tudo pagando. Mas para quem mal conseguia cobrir o aluguel, gastar com jogo era fora de questão. Então, investi meu tempo. 

E valeu a pena; nunca fiquei entediada. 

Eram tantas ilustrações que eu me divertia só de colecionar as imagens dos figurantes. Ultimamente, eu estava focada na vilã de cabelo rosa. De início, achei que fosse só mais um rostinho bonito e chamativo. Mas o tempo mostrou que ela não tinha salvação. Era cheia de soberba e tratava a protagonista, uma filha ilegítima, com uma crueldade sem tamanho. 

Seus métodos eram sujos de verdade.

Sempre que o Duque (o avô) começava a favorecer a protagonista ou os pretendentes caíam de amores por ela, a Tulia surgia sem falta para transformar a vida da Korico num inferno — ou matá-la de vez. 

"Quantos finais trágicos essa garota tem, afinal?" 

Eu jogava há anos e, pela primeira vez, desbloqueei uma CG onde ela acabava atravessada por uma espada. Guilhotina, veneno, queda de penhasco, atropelamento por carruagem... a lista era imensa. 

Eu achava que ela já tinha morrido de todas as formas possíveis. 

Mas, naquele exato momento, enquanto eu dava zoom na expressão completamente psicótica do rosto dela na tela...

– GAME OVER – 

"Que porra é essa?" 

Por que um "Game Over" apareceu do nada? Eu não tinha apertado nada. O jogo simplesmente travou. Encarei o celular, confusa. O aparelho não respondia. A tela congelada naquele aviso estático parecia saída de um filme de terror.

"Pelo menos eu não trabalho amanhã..." 

Com esse pensamento, decidi que levaria o celular para o conserto pela manhã e adormeci, como em qualquer outra noite. 

Mas, no dia seguinte, eu não veria o sol nascer. 

De alguma forma, meus "irmãos" descobriram meu endereço e me arrastaram à força para dentro de um carro. 

"Ina, o filho do CEO viu seu Instagram. Ele ficou louco por você!" Lisonja venenosa. "Ele disse que você é diferente das outras mulheres... tão pura." Manipulação barata.

"Sua egoísta! Você quer que a empresa perca todos os contratos por sua causa?!" Ameaças.

Chovia torrencialmente naquela noite, e o interior do carro era um caos de gritos e brigas. Minha última memória foi a sensação dos pneus derrapando na pista molhada, a gravidade arremessando nossos corpos para frente e os gritos aterrorizados dos meus irmãos enquanto brigavam pelo volante. E então — a escuridão.

Não sei quanto tempo se passou.

Quando finalmente abri os olhos e corri para o espelho, um grito escapou da minha garganta. Refletidos ali estavam olhos afiados e ameaçadores, que destoavam de um rosto de beleza estonteante. Era a vilã que colecionava dezenas de ilustrações de morte. 

Eu tinha me tornado Tulia Frazier. 

Claro, eu já tinha lido inúmeras web novels onde a protagonista morre e reencarna em um personagem fictício ou volta no tempo. 

'Mas se o destino ia intervir, podia ter me mandado de volta no tempo para consertar minha própria vida!' Cerrei os dentes, consumida pela frustração.

Se eu tivesse voltado, teria feito meus irmãos manipuladores provarem do próprio veneno.

Ou talvez implorado para que minha mãe não se casasse de novo e vivesse só comigo…

Bem, chorar pelo leite derramado não vai mudar nada. 

O passado morreu junto com meu antigo corpo. O que importa agora é a realidade que tenho diante dos olhos. Se existe um lado bom nessa bagunça, é que as memórias originais de Tulia se fundiram à minha mente de forma instantânea e natural. 

Não houve confusão, apenas uma assimilação imediata dos fatos. 

Graças a isso, compreendi minha situação num estalo. 'Tenho quinze anos.' A confirmação veio ao olhar para a pintura pendurada ao lado da cama. Era o "presente" enviado pelo pai de Tulia, o Marquês Frazier. 

Atualmente, ele está estacionado na fronteira, ocupado massacrando bárbaros, e sua única interação paternal consiste em despachar uma pintura medíocre a cada aniversário. Foi assim que descobri minha idade. 

"Para Tulia Frazier, em seu décimo quinto aniversário." Sem votos de felicidade, sem "com amor", sem calor humano. Apenas uma frase fria e protocolar. 'O motivo? Simples. O Marquês detesta a própria filha.' 

Depois que a esposa fugiu com o primeiro amor e morreu num acidente, ele escolheu o autoexílio na fronteira do império e nunca mais olhou para trás. Aparentemente, enfrentar hordas de bárbaros sanguinários era mais agradável do que encarar o rosto da filha que a esposa deixou para trás. Aquele quadro barato era tudo o que ele se dignava a mandar. 

Mesada? Nem em sonho...

Consequentemente, Tulia cresceu na miséria — pelo menos até decidir trilhar o caminho da vilania. Seu pai é um Marquês e seu avô é ninguém menos que o único Grão-Duque do Império. O que faz de Tulia uma herdeira direta de sangue azul. 

Mas ela nunca foi amada. 

Esse privilégio era exclusivo da heroína do jogo: Korico. 

'Porque é assim que se consegue o Final Feliz.' Afinal, qual é o sentido do "buff de protagonista" se ele não te entrega tudo de bandeja? Devido a maquinações políticas do Templo, Korico entra na Casa do Grão-Duque como uma "futura nora" e, dependendo das escolhas do jogador, conquista o coração de todos com facilidade ridícula. 

Até mesmo o Grão-Duque, um homem temido pelos próprios filhos, passa a tratar Korico como sua verdadeira neta. Apenas personagens irrelevantes — e Tulia — continuam a desprezá-la por sua origem ilegítima. 

Tulia, a garota que não suportava ver outra pessoa recebendo o afeto que lhe foi negado. Tulia, a vilã cega de ciúmes por Korico. "Tulia, a Selvagem." ...Não, espere. 

Agora eu sou a Tulia. Então a selvagem... sou eu? A Tulia original atormentava Korico em cada oportunidade, cavando a própria cova a cada insulto, apenas para ser brutalmente punida no final. Para a protagonista, ela não passava de um obstáculo de nível médio, uma vilã descartável feita apenas para ser esmagada. 

Seus destinos eram variados: ora assassinada por pretendentes obcecados, ora executada pela própria família do Grão-Duque. Havia até um final específico onde a própria Korico perdia a paciência e decapitava Tulia com um machado. Aquele costumava ser o meu final favorito — brutal, catártico e estranhamente satisfatório. Até hoje. 

'Precisavam mesmo ser tão criativos na hora de matá-la?' Mas, talvez, ainda restasse uma esperança. Corri os olhos pelos móveis velhos e desgastados do quarto. A pobreza da decoração era um sinal claro: estávamos em um momento anterior ao início das atrocidades de Tulia, antes de ela começar a gastar fortunas em luxo para tentar preencher o vazio. 

Um pequeno alívio no meio do caos.

Tulia, sendo nobre até a medula, jamais teria suportado essas condições e deve ter surtado—mas eu sou diferente.

Desde que minha mãe se casou novamente, aprendi a cuidar de mim mesma. 

'Sempre foi desconfortável jantar com aquela nova família.' 

Não que minha mãe ou meu padrasto me negassem comida ou fossem mesquinhos. Mas, mesmo quando eu inventava desculpas para comer fora sete noites por semana, eles nunca reclamavam. 

Jamais. 

Claro, viver à base de miojo, onigiris e sanduíches de loja de conveniência enjoava às vezes, mas eu variava o cardápio e sobrevivia muito bem. 

Além disso, estudei feito louca. Consegui entrar em uma universidade de prestígio e fui muito elogiada por isso na época. Então, chega de drama. 

Eu consigo lidar com essa situação, mesmo que a mesada de Tulia seja uma piada de mau gosto.

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"Não. Retiro o que disse. Eu não tenho como lidar com isso." 

Na manhã seguinte, assim que o sol nasceu, levei as mãos à cabeça em completo desespero.


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