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Capítulo 72 — A Febre Passageira

Cássel Escalante foi cuidadosamente colocado na carruagem da família Escalante — a mesma que acomodara uma variedade de presentes e iguarias mais cedo — e enviado para casa.

Suas feições esculpidas lhe davam uma aparência ágil, quase esbelta, mas a completa flacidez de seu corpo o tornava inesperadamente pesado. Mais alto do que a maioria no quartel-general naval, foram necessários vários homens fortes para erguê-lo para a carruagem, tornando Cássel notável mesmo em seu estado inconsciente.

A notícia do colapso de Cássel Escalante se espalhou como fogo, e quando a carruagem passou pela entrada dos fundos do quartel-general naval, o boato inflou em suspeita de que o filho mais velho dos Escalante havia contraído uma doença mortal.

Foi somente depois que a carruagem partiu que Cássel recobrou a consciência.

José Almenara e Raúl rapidamente estenderam as mãos para ele.

— Tenente Escalante! O senhor está bem? — exclamou José.

— Meu senhor! — gritou Raúl ao mesmo tempo.

— O que aconteceu? — perguntou Cássel secamente, os olhos vagando pelo teto da carruagem, lutando para compreender a situação.

Seus olhos então giraram para os outros dois homens. José, cuja grande estrutura mal cabia no outro lado da carruagem, e Raúl, espremido no espaço restante, formavam um par estranho enquanto o observavam.

— O senhor finalmente acordou — suspirou Raúl, o alívio evidente em seu tom.

Cássel piscou sem dizer nada, tentando se lembrar do que acontecera. No entanto, não havia muito para lembrar. Ele desmaiara depois de dar meros dois passos para dentro do prédio vindo da varanda.

— O senhor pode não se lembrar, meu senhor, mas desmaiou de repente ao sair da varanda — explicou Raúl.

— Quer dizer, eu tropecei na soleira como um tolo desajeitado, bati a cabeça no chão de mármore e desmaiei com o impacto? — perguntou Cássel, um vislumbre de esperança em sua voz.

Estava claro que tal acidente desajeitado soava melhor para ele do que confrontar a realidade do que havia acontecido.

Raúl e José balançaram a cabeça solenemente em uníssono. O rosto de Cássel se contorceu em uma careta.

— Senhor, perdoe-me por sugerir isso, mas parece que o senhor não está bem — José ousou dizer-lhe.

Cássel o encarou de soslaio em silêncio.

— Quem poderia imaginar isso? O senhor, meu lorde, de todas as pessoas, desmaiando de repente de uma febre alta — disse Raúl, balançando a cabeça em descrença. — Mas Sua Senhora, sempre sábia, teve uma premonição de que isso poderia acontecer.

— Cale a boca — murmurou Cássel por entre os dentes cerrados.

— Ah, sério? A senhora Escalante sabia que isso aconteceria? — perguntou José, virando-se para Raúl.

— Eu disse, cale a boca — repetiu Cássel, mas ninguém prestou atenção nele.

— Isso está correto, senhor — respondeu Raúl a José. — Ela deve ter sentido algo, enviando-me aqui para verificar como Sua Senhoria estava.

— Que intrigante — ponderou José. — Eu me pergunto como ela sabia.

Raúl deu de ombros.

— Ele parecia perfeitamente bem quando me despedi dele de madrugada, então isso tudo é muito repentino... O senhor notou algo errado com ele durante o treinamento?

— De forma alguma. Ele chegou em primeiro lugar novamente hoje — respondeu José. — Talvez seja o tempo. É inverno, afinal. Mas não é como se fizesse muito frio em Calztela...

— Não pode ser o tempo — insistiu Raúl. — Se ele pegou um resfriado com aquele corpo por causa do tempo, há algo seriamente errado...

Cássel o interrompeu com um afiado "Cale a boca".

Desta vez, os outros dois definitivamente o ouviram. Era difícil não ouvir.

— Não digam uma palavra sobre isso a Inês — disse Cássel após uma pausa momentânea.

Foi a primeira coisa que ele ordenou que fizessem.

Tanto José quanto Raúl assentiram em uníssono, revelando uma falta de surpresa compartilhada. Mas era evidente que instruí-los a segurar a língua não impediria que a notícia se espalhasse. Afinal, o homem mais famoso da marinha havia desmaiado em plena luz do dia, carregado para todos testemunharem.

Desconsiderando seus acenos, Cássel emitiu um aviso severo.

— Mantenham essas bocas fechadas, entenderam? E deem meia-volta com a carruagem. Estamos voltando.

A preocupação marcou o rosto de Raúl quando ele perguntou:

— O senhor realmente deseja voltar, meu senhor?

— Espere, fique parado, Senhor! — interveio José.

Um palavrão baixo escapou dos lábios de Cássel enquanto ele evitava por pouco colidir com a parede oscilante da carruagem ao tentar pular de pé. Ele parecia estar lutando para alcançar o equilíbrio. Murmurando maldições baixinho, ele se firmou com uma mão contra a parede. Eventualmente, ele encostou a cabeça caída contra a parede e exigiu calmamente:

— Deem meia-volta com a carruagem.

— Não seria mais sábio voltar para casa e descansar, Senhor? — sugeriu José.

— Vou apenas me deitar na enfermaria por algumas horas — respondeu Cássel. — Isso deve ser suficiente.

— O Tenente Maso está nos acompanhando até a mansão, meu senhor — disse Raúl a ele. — Por favor, deixe-o examiná-lo e...

— Aquele bastardo, Maso, droga...

Raúl piscou.

— Perdão?

— Dá azar permitir que um bastardo imundo e traidor como ele entre no nosso quarto — esclareceu Cássel, fazendo uma careta. — Vai atrair mais daquelas mulheres loucas...

José e Raúl trocaram olhares sem palavras. Cássel conseguiu levantar brevemente a cabeça da parede e recuperar o equilíbrio antes de desabar de volta para se deitar no assento.

— Droga, droga tudo... Isso é ridículo. Isso não pode estar acontecendo. Não comigo — ele murmurou para si mesmo.

— Meu senhor, muitos no quartel-general já testemunharam o senhor sendo carregado para esta carruagem enquanto estava inconsciente. Tenho certeza de que está um caos lá atrás agora. Seria imprudente voltar e provar a eles que o senhor ainda não se recuperou — aconselhou Raúl.

Cássel passou a mão rudemente pelo rosto em vez de responder. Isso sinalizou um acordo. José lançou um olhar ligeiramente admirado para Raúl.

— Ninguém no quartel-general esperava isso, mas Sua Senhora já sabia que o senhor poderia ser tão fraco e doente — acrescentou Raúl candidamente.

— Vou arrancar sua cabeça, Ballan — rosnou Cássel.

— Ela não ficará surpresa ao ver o senhor neste estado, meu lorde — concluiu Raúl, imperturbável.

— A ideia de Inês me ver neste estado patético é mil vezes pior do que ter a marinha inteira testemunhando isso. Droga...

Raúl suprimiu a vontade de revirar os olhos em exasperação com o drama de seu mestre. Cássel havia repetido anteriormente que poderia morrer de euforia. Agora, ele continuava murmurando maldições e não se deixava dissuadir.

— Não posso deixar Inês me ver parecendo tão patético — ele murmurou, estremecendo como se isso fosse a coisa mais humilhante imaginável.

Era bastante impróprio para um homem de seu tamanho e força. A Duquesa Escalante, sua mãe, certa vez se perguntara se ele era humano, surpresa com sua notável resistência até mesmo às doenças mais contagiosas.

— Não há nada de vergonhoso em sua condição, meu senhor — Raúl o tranquilizou. — Não é uma experiência humana adoecer às vezes?

— Por que ela ficaria com um homem que desmaia de febre? — disparou Cássel, fazendo uma careta.

— Não é como se o senhor fosse desmaiar todos os dias. O senhor só precisa garantir que ela fique com o senhor hoje — respondeu Raúl com indiferença.

Cássel franziu a testa ainda mais.

— Além disso, mal se passaram dez minutos desde que o senhor disse que poderia morrer só porque ela estava um pouco preocupada com o senhor. O senhor não quer ver o que acontecerá quando ela estiver genuinamente preocupada? Agora que o senhor desmaiou inesperadamente, quero dizer — disse Raúl.

José parecia confuso, sem noção da mensagem subjacente. Mas os olhos de Cássel de repente se iluminaram como se ele não estivesse doente de forma alguma.

Raúl continuou.

— Este seu lado improvável certamente tocará aquele minúsculo fragmento de fragilidade no coração dela. Ela já agiu fora do comum e me enviou para verificar como o senhor estava, afinal.

— Isso não vai durar mais de duas horas — murmurou Cássel secamente, soando como se falasse por experiência própria. Ele parecia incrivelmente descontente com a rapidez com que geralmente se recuperava de tal febre. Embora sua testa estivesse coberta de suor, seus olhos já haviam recuperado o brilho enquanto ele encarava Raúl.

O homem sorriu tranquilizadoramente.

— O senhor é realmente resistente, meu senhor. Eu cuidarei desse problema. Por favor, aproveite o resto do seu dia.

Raúl ficou mais uma vez impressionado com o quão robusto seu mestre era — ser capaz de se recuperar de uma febre tão alta em algumas horas. Ele era de fato o par perfeito para sua senhora, equilibrando-se perfeitamente um ao outro.

— E quanto a amanhã? — perguntou Cássel com uma sobrancelha erguida.

— O senhor conseguiria? — respondeu Raúl.

— Desde que Inês esteja ao meu lado.

— Então eu entrarei no jogo se o senhor tomar a frente, meu senhor.

Um acordo silencioso passou entre os dois homens. Foi o momento em que o par de abotoaduras que Cássel havia prometido a Raúl se transformou em dois pares.

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Comentários

  1. Aaaaaaaaa que saudade que eu estava!!!!! Muito obrigada pelo capítulo maravilhoso ❤️

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