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Capítulo 92 — O Verdadeiro Alvo

Era tarde da noite. 

Raúl arrumou seus livros e foi se deitar tarde. Alfonso, algumas semanas depois de o velho ter seguido Inês para Mendoza, estava sobrecarregado de trabalho.

Obviamente, antes de ele vir, Alfonso conseguia fazer isso sozinho por só, mas talvez fosse porque ele criou à força um posto em nome de valete. Às vezes os lugares não fazem as pessoas, as pessoas fazem os lugares.

Graças a isso, Raúl Ballan estava ocupado preenchendo a vaga que ele criara e a vaga de outros ao mesmo tempo. Cássel ainda não precisava de assistentes diversos, mas tornara-se um hábito desde a ausencia de Alfonso tratar Raúl como seu capanga. Arondra, que dirige a limpeza real da residência oficial, tem mãos grandes e a residência oficial é pequena, então os cálculos às vezes não batiam.

O fato de o trabalho ser reduzido porque a casa é pequena é uma história que se aplica apenas aos criados que fazem as tarefas domésticas. O nome Escalante recebia todos os dias todo tipo de convites, cartas e presentes, e apenas Raúl era quem inspecionava. Assim como Arondra e Alfonso, se tivessem a idade dele, dividiriam bem o trabalho, mas Arondra sabia mimar o jovem Raúl sem culpa com um sorriso caloroso.

Ela dizia que ele era como um filho, um filho que nunca teve, e realmente o tratava assim. Em meio a isso, Raúl acendeu a vela de incenso que Arondra secretamente lhe trouxera, suspirou e cobriu os olhos com o braço. 

Cheira bem. 

Enquanto sentia a fragrância, seus olhos se fecharam lentamente e um sono sonolento começou a surgir. Então ele adormeceu rapidamente.

Até ouvir algo bater e cair do teto.

Raúl levantou-se reflexivamente, carregou a pistola ao lado da cama e saiu, e Arondra saiu do corredor com cara de perplexidade. Havia um sinal de que ela também podia ouvir o som do outro quarto.

— Raúl, o que é isto?

— Não saia do quarto, Arondra. Kara, entre você também. José! Mario!

Ele gritou, acordando os criados, e correu pelo corredor. Obviamente era do segundo andar, onde Cássel dormia sozinho. José, que reagiu mais rápido, o seguiu afanosamente, vestindo apenas as calças.

Esse foi o momento em que subiam as escadas.

Taang!

Foi um som que sacudiu a residência na manhã tranquila. Seguiu-se um breve silêncio, como se o ar tivesse desaparecido após os fortes disparos. Raúl, que olhava em silêncio para José, deu força à mão que segurava a pistola e subiu ao segundo andar. 

O corredor estava vazio e todas as portas estavam fechadas.

A parte de trás de sua cabeça de repente ficou fria. 

Alguém entrou pelo terraço desde o início. A cada passo que dava, o pior que podia imaginar se desenrolava em sua mente. Ele piscou para José e abriu a porta do quarto de golpe.

Foi mais rápido para o vento atingir a pele do que para seu olhar. O quarto estava tão frio quanto ao ar livre. Seu olhar passou através da cama vazia como instintivamente para o terraço na noite onde as cortinas ondeavam.

Cássel, de pé em frente ao corrimão, olhou para baixo como se algo tivesse caído. Com sua camisa branca de linho encharcada de sangue por todos os lados.

— Senhor!

Quando Raúl se afastou, José chamou o mestre como um grito enquanto lambia os lábios. Cássel se virou, arrumando o cabelo bagunçado.

— José. Vá para o jardim com os outros criados e recolha o caído. Ele não deve morrer, então deixe Mario chamar o Capitão Maso.

Com calma, deu as ordens como se nunca tivesse sido ferido, José sentiu-se aliviado e saiu do quarto. Todo este sangue devia pertencer àquele invasor

Mas Raúl, ao contrário de José, era um personagem muito cético. O quarto já estava bagunçado com rastros de luta física.

Enquanto se aproximava com cautela, observando Cássel, ele levantou o queixo e apontou para baixo. O olhar de Raúl voltou-se para o homem que havia caído no jardim. Ele mal conseguia recobrar os sentidos, já que batera a cabeça contra o chão de pedra, e olhou nos olhos dele enquanto se contorcia.

— Eu o esfaqueei na perna, então ele não poderá fugir, mas precisamos monitorá-lo. Sinto pelos criados, mas esvaziem um de seus quartos e deixem que se revezem para monitorar. Até chegarem os soldados de Esposa. Será difícil cometer suicídio após isso.

— ... O senhor está bem, Meu lorde?

— Estou bem.

Cássel respondeu sucintamente, atirou a adaga que segurava no chão do terraço e se virou. A mão livre pressionava o sangramento na lateral do corpo. Raúl correu para ampará-lo, mas Cássel manteve-se firme, recusando o apoio.

— Não me trate como um inválido, Ballan.

— Mas o senhor está ferido. De verdade. Assim que o Capitão Maso chegar, sairemos daqui. Vamos verificar os disparos...

— É apenas um arranhão.

A julgar pela luz no quarto, o sangue que escorria de sua lateral para as costas era dele mesmo, mas os respingos em seu rosto e ombros pareciam pertencer ao invasor.

Cássel despiu a camisa e caminhou até o aparador. Raúl recolheu rapidamente a peça encharcada antes que pingasse no tapete, mas ao olhar para baixo, viu que o chão já estava marcado por gotas de sangue. Raúl praguejou baixinho.

— O ferimento é só esse?

Raúl perguntou, nervoso, enquanto observava Cássel molhar um pano na bacia de água sobre o aparador e limpar calmamente a área ao redor do corte. Cássel assentiu em silêncio, parecendo perdido em pensamentos.

— Devo chamar o Inspetor Agüero?

— A polícia não vai ajudar. Só vai vazar fofoca inútil.

— Ainda assim...

— De qualquer forma, esta não é a primeira vez.

O sangue foi limpo da pele, revelando um corte aberto. Cássel olhou para o ferimento com indiferença, mas Raúl, que observava, não conseguia sentir a mesma calma. Ele estalou a língua inconscientemente, franzindo a testa. Então, a ficha caiu.

— ... O senhor disse que esta não é a primeira vez?

— Quando viajei com Inês para o pavilhão de caça.

— ...

— Aquela foi a primeira vez.

— Mas a senhora Inês não disse nada...

— Porque Inês não sabe.

Cássel respondeu como se não fosse nada demais, deixando Raúl atônito. O valete pegou a caixa de primeiros socorros do aparador, desviando o olhar de seu mestre — que parecia estranhamente acostumado a tratar os próprios ferimentos — para o caos do quarto. Mesas e cadeiras derrubadas longe da cama desfeita, vasos quebrados, água empoçada no chão e pétalas esmagadas e pisoteadas espalhadas por toda parte.

Apenas os vestígios da luta eram intensos. Era difícil compreender a tranquilidade de Cássel. Raúl engoliu em seco antes de perguntar:

— Foi uma tentativa de assassinato?

— Foi. Três foram capturados vivos, dois mortos.

Só então Raúl compreendeu a situação em torno daquele retorno repentino e urgente de semanas atrás. Desde o momento em que Cássel despachou Inês para Mendoza assim que voltaram do campo de caça... Embora Inês não quisesse ir, ela foi apressada, praticamente empurrada pelas costas. Mas a mulher que Raúl conhecia não tinha personalidade para ser empurrada docilmente, a menos que Cássel a tivesse empurrado com força excessiva.

Embora os olhos dele estivessem cheios de todo o arrependimento do mundo ao ver a carruagem de Inês partir, não houve hesitação em sua atitude de mandá-la embora. Fora realmente estranho que Inês tivesse sido enviada tão abruptamente. Além disso, poucos dias depois, ele anunciou de repente que iria ao Castelo de Esposa, montou no cavalo e voltou para cá dias depois.

— Se isso já tinha acontecido antes, não deveria haver uma força de segurança na residência?

— É preciso deixar a guarda baixa para que ratos assim apareçam.

Por alguma razão, soava como se ele os tivesse atraído de propósito. A carranca de Raúl se aprofundou.

— O que o senhor está dizendo...

— Foi bom. Eu realmente precisava de confirmação.

— Senhor?

— Eu fiquei confuso no campo de caça — disse Cássel, o olhar sombrio. — Eu precisava saber: é a Inês ou a mim que eles querem?

Cássel falou como se estivesse aliviado por ser o alvo, mas era uma suposição em que Raúl não queria pensar de jeito nenhum. O senhor está vivendo a vida ao máximo que pode agora, mas fica aliviado com fazer de minha senhora viúva?

Raúl se aproximou do lado enfaixado de Cássel e o ajudou. Depois que Cássel segurou e terminou habilmente o curativo, umedeceu outro pano limpo com água e limpou o rosto e as mãos novamente.

— ... Foi por isso que enviou a senhora Inês para Mendoza com tanta pressa.

— Mesmo me apressando, parece tarde. Já ignorei várias cartas da minha mãe.

Depois de limpar a orelha e o pescoço, ele jogou o pano bruscamente e pegou um charuto. O cabelo molhado roçava com indiferença na parede onde ele se encostava.

— A senhora Inês está bem?

— Mandei-a para lá para que ficasse bem.

Ele se sentou na cama, e toda a área ao redor estava uma bagunça. Metade do edredom caíra no chão e castiçais manchados de sangue estavam jogados perto dos travesseiros, aparentemente usados como arma por Cássel. Naquele momento, era surpreendente que o ferimento de bala em seu flanco fosse tudo o que ele havia sofrido.

Raúl olhou para Cássel com assombro, pegou as brasas da lareira e acendeu o charuto do mestre. Por alguma razão, sempre pensou que a esplêndida reputação que ouvira em Mendoza e a reputação em Calztela eram muito diferentes.

Também era assim sobre a escolha de Inês Valeztena de Pérez...

— Então fico feliz por Inês não estar aqui. Não é?

Cássel, que pensava em silêncio, de repente olhou para Raúl e fez está piada. Raúl respondeu com um suspiro.

— Isso não significa que o senhor deva estar disposto a se arriscar assim.

— Não se preocupe, não vou fazer Inês se casar duas vezes.

— Como se pode prever a vida de uma pessoa? Talvéz quem está por trás disso, finalmente, tenha sido revelado...?

— Não há ninguém.

— O quê?

— Há, e não há.

Cássel tragou fundo o charuto e depois expeliu a fumaça. Mesmo naquele estado, parecia uma pintura.

— Ah, não posso fumar aqui.

Seu rosto cansado murmurou sem muita energia. O olhar que criticou levemente Raúl, como se ele não o tivesse lembrado, foi surpreendente. Ele está tão exigente assim agora?

— Não dá para se livrar do cheiro, então vá ali e abra a janela. Não feche a porta do terraço.

— O que isso importa agora?

— Não é que estou sendo exagerado. Inês se ofende com o cheiro.

— Ha...

Sua Senhora, que voltará apenas depois de alguns meses. Ele está apenas preocupado que ela lembre o aroma de um único charuto. Raúl balançou a cabeça e abriu silenciosamente todas as janelas.

Apesar de estar usando todas as roupas, fazia frio, mas Cássel, que não tinha nada na parte superior do corpo exceto por um ferimento de bala e uma faixa ao redor da cintura, estava relaxado vestindo apenas as calças.

— Então, senhor, está dizendo que a pessoa que confessou não é a verdadeira mandante?

— Talvez.

— Quem está por trás da confissão?

— Ilhar.

— ... O Duque Ilhar?

Raúl inclinou a cabeça como se estivesse um pouco desconcertado e depois assentiu fracamente como se fosse compreensível. Cássel riu brevemente, como se esperasse a reação.

— Não é que eu não entenda bem... Está claro que a colaboração política entre Escalante e Valeztena não passará despercebida. Não que isso não pudesse acontecer antes do casamento, mas cada um deles tinha um peso ligeiramente diferente.

— ... Além disso, se a primeira tentativa foi no campo de caça...

— Se quisessem que Inês e eu morrêssemos juntos, teriam sido um pouco mais rápidos. Não poderiam ter esperado que nós dois fossemos para um lugar tão remoto do mundo.

— ...

— Claro, aquilo teria parecido uma grande oportunidade nunca vista antes. O filho mais velho dos Escalante é assassinado, e a filha dos Valeztena pode deixar a posição do pai em maus lençóis com a vaga e exagerada história de fundo de que 'Talvez ela tenha matado o marido'. A relação entre as duas famílias, que mal estavam enxertadas, ficaria completamente distorcida. Para matar uma única pessoa, os reflexos gerados esporadicamente são enormes.

— ...

— Talvez seja por isso que a tentativa foi feita como se fosse um acidente.

— ... O senhor quer dizer, os mandantes esperaram e observaram isso o tempo todo?

— Isso. Observaram o tempo todo e hesitaram em me poupar.

Cássel esfregou o charuto contra o lençol e o apagou. De qualquer forma, estava tudo rasgado e teria que ser substituído, então Raúl não levou muito a sério.

— As pessoas às vezes têm um senso de ousadia nunca visto antes devido a motivos repentinos. Não é?

— ...

— Uma vez é difícil. Duas vezes é fácil.

— Então, de repente...

— Mas Inês não está mais aqui e, ao contrário dos campos de caça, o único ganho em me matar é a minha morte. Claro, o coração dos meus pais se partiria e os Escalante perderiam o herdeiro do duque. Pode alguém guardar rancor dos Escalante o suficiente para ficar satisfeito apenas com isso?

— ...

— Sem mim, ainda há meu irmão. Para que não haja impedimento para os Escalante continuarem.

Raúl cansou-se bastante da indiferença de Cássel ao falar da própria morte de uma maneira tão simplista.

Não é como se estivesse falando de si mesmo, é como o trabalho de outra pessoa... Este era um conceito heterogêneo que ele presenciava em Inês também, com frequência bem maior. Como para medir o valor de um objeto, uma contemplação fria em relação à vida e à morte.

No final, eles eram mais parecidos do que imaginam, era natural para aqueles aque ficavam no topo. Era difícil para alguém como Raúl, nascido nas favelas, entender completamente sem ter uma dor de cabeça.

— Então talvez 'Escalante' não seja o problema. Seja para esperar que este casamento se rompa, ou que a aliança entre as duas famílias se quebre.

— ...

— Em comparação com o campo de caça, mesmo se o retorno for decepcionante, no final, minha morte é a essência.

— Finalmente, esse é o cerne da questão, meu senhor.

— Desejam que Inês nunca mais seja minha esposa...

Raúl esfregou o rosto com um pano seco e lambeu os lábios.

— No entanto... Mesmo se o Senhor morrer devido a um acidente infeliz, a senhora Inês continua sendo membro da família do Duque Escalante, certo?

— O Duque Valeztena nunca deixará que sua única filha envelheça como viúva. O mundo não permitirá que Inês fique assim.

— ...

— Então eles querem as origens de Escalante e Valeztena. Ou desejam que eu não seja nada para Inês.

Cássel levantou-se lentamente e dirigiu-se ao quarto de vestir. A direção era estreita, mas era só isso. Raúl olhou para seu perfil relaxado, encarando-o sem compreender.

— ... De onde diabos o senhor tirou essa cara feliz enquanto dizia coisas tão perturbadoras?

— Pelo menos foi confirmado que não estão tentando ferir Inês.

— ...

— Isso era tudo o que eu queria verificar desde o início.

Como se isso fosse tudo... Raúl, com uma expressão complexa, olhou fixamente para a porta que se fechava bem diante dele.

No quarto de vestir, Cássel, que terminara de se trocar rapidamente sem esperar, passou por Raúl, que o aguardava, e olhou ao redor. Seus olhos, cheios de um leve arrependimento, pareciam querer percorrer todo o quarto, e então o brilho duro retornou.

Em seguida, saiu rapidamente do quarto e se virou, como se um pensamento lhe tivesse ocorrido de repente.

— Não relate nada disso a Inês.

— Veja bem. Como ela não está aqui...

— Ballan, você é um bastardo que relataria cada latido que desse se estivesse com Inês presente ou não.

Cássel sorriu levemente, como se o xingamento aliviasse seu estresse. Sob a premissa de que ele teria medido suas palavras se Inês estivesse presente ou parada ali no meio.

Raúl deixou escapar uma voz baixa e fraca, como se estivesse sobrecarregado.

— ... Tenho certeza de que ficarei calado sobre o tiro.

— O mesmo vale para todo o resto.

— Sim...Meu senhor.

Como se acreditasse em sua resposta, Cássel desviou o olhar suavemente e desceu as escadas.

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Comentários

  1. A novel traz detalhes e pensamentos que o mangá não consegue trazer! Não vejo a hora de ler os próximos capítulos!! Muito obrigada pelas traduções <3

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