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Capítulo 9 — O Desabafo do Capitão

 — Na verdade, isso me favorece. Estou livre das restrições do casamento, já que ela me deixa fazer o que quiser. Minha noiva não se importa com quem estou, então posso realmente ficar com quem eu quiser. Não é esplêndido? Muito esplêndido. Qualquer solteiro ficaria com inveja.

Cárcel vinha resmungando para si mesmo há algum tempo.

José Almenara, fiel ajudante de Cárcel e terceiro filho do Conde Almenara, encarou seu oficial comandante. Por fim, suspirou e apoiou o rifle no chão. 

— Tenente, por que está falando sozinho?

Cárcel geralmente era um companheiro de caça silencioso, mas estava incomumente falante hoje. Na verdade, ele já tinha dito a palavra “esplêndido” pela quinta vez.

José normalmente não se mostraria tão direto com seus superiores, mas estava um pouco irritado depois de ter sido arrastado para caçar com Cárcel hoje. Por que Cárcel tinha que caçar justamente no meio das férias de verão da tropa, ele não entenderia.

—Estou mesmo? —perguntou Cárcel.

—Está —respondeu José, simplesmente.

—Do que estou falando?

—Da sua noiva, da família Valeztena.

Cárcel não respondeu. José tentou voltar sua atenção para a caça.

Ele disparou e derrubou o pássaro com um tiro certeiro. Cárcel observou a fumaça subir do rifle de José e respondeu friamente: 

—Ousa me criticar?

José engoliu em seco. 

—Minhas desculpas, senhor. Mas veja —

Cárcel o interrompeu no meio da frase. 

—Então devo estar entediando você porque estou falando sozinho.

José balançou a cabeça. 

—Não, de forma alguma. Estou profundamente entretido, mas —

Cárcel franziu a testa novamente. 

—Sou um palhaço? Não estou aqui para seu entretenimento. Almenara, quem você pensa que é para me avaliar? É isso que você acha que o serviço militar serve?

—Não, de forma alguma. Eu quis dizer —

—Lembre-se de que seu lugar é ouvir quando seu oficial está falando.

José era um homem enorme, mas sua falta de confiança frequentemente o fazia encolher.

Apesar de se assemelhar a um urso por fora, ele frequentemente tremia como um coelhinho sempre que alguém levantava a voz com ele. José assentiu com a cabeça e fechou os lábios, ao menos por um breve momento.


—Só queria dizer que é a primeira vez que vejo você tão falante. Suas palavras realmente lhe agradaram—


—O que você disse agora, Almenara?


Para um homem que dizia que tudo era esplêndido, Cárcel definitivamente não parecia estar tendo um dia esplêndido. José hesitou antes de responder: 

—Nunca o vi tão falante...


—Explique-se.


—Bem, o senhor geralmente é um homem reservado. Mesmo quando fala, raramente menciona a senhorita Valeztena —explicou José.


Cárcel desviou o olhar de José.


—E-eu o invejo, Capitão.


Cárcel não tinha a menor ideia do que seu subordinado direto estava falando. —Por quê?


—O senhor está vivendo o sonho de todo solteiro.


—Qual é o sonho de todo solteiro?


—Uma esposa que não o prende —respondeu José.


Cárcel engoliu seco ao ouvir a palavra. 

—Ela... ainda não é minha esposa.


—Claro, o senhor ainda é um homem livre —José assentiu desesperadamente, tentando novamente conquistar o favor de Cárcel. 

—Estou prestes a me comprometer também e a me preparar para a cerimônia de casamento em seis meses. Agora que finalmente vai acontecer, me sinto apavorado. Depois que amarrarmos o nó, provavelmente vou viver sob sua vigilância para sempre... —A voz de José se perdeu no final da frase.


—Por que sua esposa se preocuparia com sua infidelidade? Nenhuma outra mulher iria querer você de qualquer forma. O senhor deveria agradecê-la pela vida inteira por tolerá-lo.


—Acho que isso é verdade... Mas a liberdade de um homem é—


—Almenara. Quanto mais você fala, mais me irrita.


O rosto de José caiu diante das palavras duras de Cárcel. Cárcel o repreendeu ainda mais.

 —Que liberdade um homem casado deveria querer? Que tipo de coisas vergonhosas você pretende fazer às escondidas de sua esposa?


—Não, eu só quis dizer que invejo seu casamento. Sua esposa, quero dizer, sua noiva, senhorita Valeztena, lhe prometeu uma vida de liberdades.


—E você me considerou um homem que se envergonharia atrás de sua esposa? —perguntou Cárcel. —Você achou que eu iria atrás de outras mulheres, depois de jurar fidelidade à minha esposa na igreja? E espalhar minha semente por aí? —A fúria de Cárcel só aumentava a cada frase.


José entrou em pânico. A verdade é que ele sempre considerou Cárcel um pouco liberal com seu corpo. Não foi ele mesmo quem disse mais cedo que uma vida sem restrições seria o sonho de todo solteiro? José balançou a cabeça com força, esperando que sua voz não denunciasse o que realmente pensava. 

—Não, não espero isso de você, mas a senhorita Valeztena—


—Sou eu o cão dela? —o tom de Cárcel tornou-se cada vez mais sarcástico—. Você acha que eu me reproduziria sob seu comando?


José mordeu o lábio. —Não, não, não é isso que quis dizer. Como futuro Duque da família Escalante—


—Está claro o quanto você pensa pouco de mim.


Para ser sincero, José realmente pensava pouco de Cárcel quando se tratava de assuntos românticos. Ele nunca esperou que seu oficial comandante fosse tão devotado à sua noiva.


—Nunca se sabe o que pode acontecer, senhor. A senhorita Valeztena é uma mulher extraordinária, generosa e compreensiva o suficiente para abrir várias oportunidades para o senhor no futuro...


—Ela não age por generosidade.


Novamente, José não soube o que dizer. 

—Desculpe?


—Ela não dá a mínima para mim —Cárcel quase cuspiu as palavras—. É por isso que ela não se importa com o que faço ou com quem eu faça.


Cárcel não parecia feliz com isso. Não deveria estar sorrindo por sua liberdade recém-descoberta? Há poucos minutos, ele estava murmurando sem parar sobre como acolhia bem esse arranjo. Em vez disso, xingou baixinho novamente. A essa altura, Cárcel já havia dito mais palavras em um único dia do que no ano inteiro. Por que estou falando tanto? Qual é o ponto? —José se perguntou novamente.


De repente, Cárcel empurrou o rifle contra o peito de José. Então, ordenou: 

—Traga de volta o corpo do pássaro. Você tem sessenta segundos.


Desta vez, José repetiu, incrédulo. —Desculpe?


—Nem pense em voltar até ter um total de dez. Eu disse ao Tenente Barka que você iria caçar presas suficientes para o banquete desta noite. Pagará caro se desapontar sua família —Cárcel sorriu ao dar um tapinha no ombro de seu subordinado —. Boa sorte.


José era famoso por ser um péssimo atirador. Cárcel sabia que ele quase não cumpriu os requisitos de graduação na academia militar. A devastação era evidente em seu rosto, mas Cárcel apenas lhe deu outro tapinha, com os olhos brilhando de malícia. —Ansioso pelo banquete mais tarde.

Assim, o terceiro filho do Conde Almenara acabou ficando com a pior parte.

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