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Capítulo 8 — Sonho erótico

—“Inés, pare aí. Ainda não terminei de falar.”

—“Não tenho interesse em ouvir você falar.”

Cárcel segurou o braço de Inés delicadamente. —“Não, você precisa ouvir isto.”

Inés puxou a mão imediatamente. Ele olhou de sua mão vazia para Inés, surpreso com sua própria ação. O que eu acabei de fazer? Por que eu alcancei ela?

Ficou ainda mais surpreso ao vê-la coberta de lágrimas. Ele ficou olhando, esquecendo de respirar diante da cena incomum. Algo o dominou, e ele se viu dizendo:

—“Ouça-me, Inés Valeztena. Eu—”

Inés o interrompeu no meio da frase. —“Eu já disse que não quero ouvir isso.”

—“Não, estou dizendo que não é aquilo que você pensa que vou dizer—”

—“Então o que é que você quer dizer? Como mais eu deveria reagir ao relacionamento entre você e aquela mulher?”

Que relacionamento ela estava mencionando? Mais importante, por que ele estava envolvido nessa conversa? Por que segurava o braço dela? Por que não conseguia controlar suas próprias palavras?

—“Não há nada para reagir. Nós não temos um relacionamento,” —ele disse. Na verdade, mal se lembrava do rosto da mulher.

Como se uma força desconhecida controlasse seu corpo, Cárcel novamente se viu fazendo coisas que nem sabia que queria. Levantou a mão e puxou Inés para seus braços. O que eu estou fazendo agora?

—“Não, me solte!” —ela gritou.

De fato, Cárcel não tinha intenção de abraçá-la assim. Ainda assim, ele se viu fazendo exatamente isso. Como eles acabaram nessa posição tão íntima?

—“Inés, você sabe que é a única que importa para mim.”

Cárcel questionou suas próprias palavras assim que elas saíram da sua boca. Por que estou dizendo essas coisas? Ele mal podia acreditar na situação em que se encontrava, e tinha ainda menos fé no fato de que seus dedos corriam suavemente pelos cabelos dela. Seus cílios, pesados com lágrimas, tremiam levemente. Cárcel não podia acreditar em seus olhos, pois supunha que a bruxa Valeztena jamais choraria na frente dele.

—“Achou que eu seria enganada pelas suas desculpas? Você é cruel, Cárcel.”

Quando ela olhou para ele com dor e ressentimento nos olhos, ele engoliu em seco seu nervosismo. Foi então que percebeu estar ereto.

Cárcel ficou chocado. Olhou para suas mãos segurando o torso dela para verificar se estavam tremendo. Felizmente, não estavam. Seus olhos viajaram mais para baixo, tentando se controlar. Mas, infelizmente, havia uma ereção visível.

—“Até quando pretende me desonrar? Você é nojento! Afaste essa parte imunda do seu corpo de mim!” —Inés gritou.

Cárcel mal registrou suas palavras. De fato, seu membro estava encostando no abdômen inferior dela. Isso não pode estar acontecendo...

Inés o empurrou várias vezes. 

—“Eu disse para me soltar!” Ela logo desistiu de tentar fazer Cárcel se mover e começou a socar seu ombro. Fiel à sua palavra, era bastante boa em violência. Seus socos acertavam em cheio e doíam. Os nós rígidos de suas mãos mordiam os músculos do ombro de Cárcel. 

—“Solte-me, seu imundo!”

Ele reprimiu os gemidos de dor e a abraçou mais forte. 

—“Inés!”

—“Nem pronuncie meu nome com essa boca suja, seu cão!”

—“Acaso não disse que você é a única mulher que importa para mim?”

Bem, uma ereção era uma forma de provar seu ponto. Cárcel mal conseguia se levar a sério. Sua boca dizia palavras que ele não pretendia falar. —“Você é a única que me faz assim. Nenhuma outra mulher... Só você.” — Falou com a voz mais romântica que conseguiu reunir. 

—“Você é a única mulher que me excita dessa forma.”

Ele certamente estava em chamas naquele momento. Se a causa era sua excitação ou seu constrangimento, ele não conseguia distinguir. Se isso fosse um sonho, esperava acordar desse pesadelo a qualquer minuto. Se fosse realidade, precisava desesperadamente de uma poção para apagar a memória de Inés permanentemente.

A cabeça dela caiu. 

—“Me solte... Por favor, pare com isso,” — sussurrou.

Ele normalmente detestava quando ela murmurava baixinho. Mas, por um instante, achou o sussurro dela encantador. Espera, o que estou pensando? Como posso achar ela encantadora? Sua noiva não era encantadora. Nem aos seis anos, e certamente não aos vinte e três. Ela deve estar tentando enganá-lo de alguma forma. Ele precisava estar em alerta.

Ela olhou para ele, com lágrimas acumulando-se nos olhos.

—“Cárcel...”

Enquanto sentia um impulso de protegê-la, ele também sentia um desejo ardente de desnudar seu corpo. Ele era puxado em duas direções por esses impulsos conflitantes. Por um lado, queria acariciar aquele passarinho ferido até que se curasse. Por outro, queria rasgar suas roupas ali mesmo. 

Embora Inés estivesse coberta da cabeça aos pés, ele permanecia dolorosamente ereto, como se estivesse vendo um corpo feminino nu pela primeira vez. Na verdade, ele havia ficado menos excitado em sua primeira experiência sexual do que estava agora diante de sua noiva.


—“Não vou deixá-la ir até que confie em mim,” disse com firmeza.


Suas mãos desceram pelas costas dela e quase alcançaram seus quadris. Ele aproximou seu corpo do dela, e Inés soltou um sutil gemido.

O rosto inocente dela rapidamente se transformou em um sorriso sedutor. 


—“Então, prove. Mostre o quanto você me deseja, Cárcel.”


Quando Inés tocou seu membro por cima do tecido, apertando-o levemente, Cárcel ficou convencido de que tudo aquilo era apenas um sonho febril. Até então, ele jamais conhecera uma vida privada de satisfação sexual. Portanto, nunca tivera sonhos eróticos como os outros homens com desejos reprimidos.

Isso não pode ser real. Está excessivamente vívido. Melhor eu acordar logo, pensou. Inés não era um objeto apropriado de fantasias sexuais.

Eventualmente, ele teria que se envolver fisicamente com ela, mas isso só após o casamento. Por ora, ele sentia culpa apenas por olhar para seu recatado vestido azul.

Inés deixou o cabelo solto. Cárcel a observava, completamente surpreso; nunca a tinha visto com o cabelo assim. Ela riu suavemente de sua reação e, lentamente, ergueu as mãos até o primeiro botão do vestido.

Com cada botão desabotoado, sua pele perfeita se revelava. Os olhos de Cárcel tremeram de excitação e sua respiração acelerou. Seu decote definido espiava acima da roupa íntima, prendendo seu olhar. Ela deixou o vestido cair, ficando nua por baixo. Sua respiração se tornou mais pesada.


—“Inés, por que você não está usando nada—”


Ele não conseguiu terminar a frase. Lançou-se sobre ela, perdido completamente no controle do próprio corpo.


Ela era a própria imagem da beleza. Seus ombros delicados levavam a um busto generoso, seguido por uma cintura esbelta. Quadris voluptuosos e pernas longas completavam a visão. Seus cabelos negros escorriam em cascata. Ela não parecia se importar com sua nudez e mantinha-se confiante, olhando para ele com o olhar sedutor de uma deusa das antigas lendas. 


—“Estou sempre assim, sempre que venho vê-lo.”


Claro, isso devia ser um sonho. Ainda assim, nem todos os sonhos molhados precisam ser pesadelos. Na verdade, este parecia até benéfico. Ele não sentia dor nem desespero. O único problema nesse sonho era Inés Valeztena nua, mas... Isso não era tão terrível assim, certo? Cárcel tentou se convencer racionalmente.


—“Cada vez que te vejo, quero que saiba que estou nua por baixo... E para que conheça este corpo...” — sussurrou com a voz mais sedutora. —“Esperei por esta noite por muito tempo, Cárcel.”


Ele cerrou os dentes. Ela alcançou sua roupa íntima e o tocou. Ele puxou sua cabeça e se inclinou para beijá-la. Agora seria um momento terrível para acordar desse sonho...


“Cárcel...?”


Os olhos de Cárcel se abriram de repente ao ouvir outra voz. Um quarto familiar e o rosto de seu irmão Miguel surgiram diante dele.


—“Maldição...” — murmurou. Maldito este quarto. Maldito o rosto de Miguel. Maldito este pesadelo erótico.


Miguel sorriu inocentemente. —“Cárcel, você me disse que me ajudaria a treinar, começando hoje.”


O rosto de Cárcel ficou vermelho como fogo ao perceber que fora interrompido. —“Maldição... Maldito seja você!”


Miguel ficou surpreso ao ver o irmão mais velho xingando logo de manhã. Supôs que Cárcel ainda estivesse meio adormecido e continuou sacudindo-o. 


—“Cárcel...?”


Cárcel empurrou o irmão. Ao sentar-se na cama, os lençóis escorregaram pelo seu corpo, revelando os músculos tensos do torso. Anos de treinamento militar, somados a seus genes milagrosos, haviam moldado seu corpo forte e enxuto, impossível de ser ignorado por qualquer mulher.

Ainda assim, Inés Valeztena de Perez poderia e iria me recusar. Como eu acabei desejando uma mulher como ela...? Cárcel ficou olhando fixamente por um momento e balançou a cabeça em descrença. Quando percebeu um volume proeminente debaixo das cobertas, ofegou por dentro.


—“Sai daqui,” Cárcel gritou para o irmão.


O rosto de Miguel mostrou confusão total. —“O que há de errado com você? Ainda está sonolento?”


—“Eu disse para você sair do meu quarto.”


Miguel parecia ofendido com o comportamento incomum do irmão.

—“Por que você está me atacando?”


Se fosse qualquer outra manhã, Cárcel teria ignorado sua ereção matinal como um sinal de juventude e saúde, mas ele ainda estava assombrado pelo sonho que seu irmão mais novo acabara de interromper. Nesse ritmo, poderia ser pego em flagrante por aquele irmão travesso e enfrentar uma vergonha eterna.


Cárcel perseguiu Miguel novamente. 

—“Sai daqui, seu idiota!”


Cárcel raramente era tão severo com o irmão, mas a culpa o deixava desesperado. Miguel comentou algo sobre contar para o pai, mas Cárcel sabia que não podia confiar em ameaças vazias. 

O Duque Escalante não tolerava fofoqueiros.

O que Cárcel não podia tolerar, entretanto, era que seu corpo se recusasse a obedecer às ordens do cérebro. Depois que o irmão saiu, ele espiou debaixo da coberta. A ponta dele brilhava com líquido. Ele quase podia sentir os dedos finos que o tinham segurado em seu sonho. Os gestos sedutores dela, suas palavras sugestivas, os olhares provocantes...


—“Inés Valeztena...” ele suspirou. Seu corpo respondeu imediatamente ao nome.


Que mulher. Ela era rígida, entediante e sempre vestida como uma freira. Ainda assim, sua roupa escura apenas destacava a palidez e perfeição de sua pele.


Outro suspiro escapou de Cárcel enquanto imaginava Inés em sua cama. Ela se espalharia como uma leoa satisfeita e o seguraria com seus dedos finos. Seu rosto pálido e impecável encontraria seu lugar entre suas pernas e o lamberia na ponta do pau.


Cárcel estava dominado tanto pela culpa quanto pelo desejo. Levou a mão ao próprio corpo e começou a se masturbar, para cima e para baixo. 

—“Inés Valeztena... Maldita seja, Inés...” Ele gemia seu nome repetidas vezes, ocasionalmente acrescentando palavrões a ninguém em particular.

Em sua fantasia, Inés abriria a boca e engoliria apenas a ponta de seu membro. Ela tossiria, incapaz de engoli-lo inteiro de uma vez. Mesmo que abrisse a mandíbula o máximo possível, não conseguiria levá-lo nem pela metade. Ele entrava lentamente e saía da boca quente dela, enquanto ela movia a cabeça para cima e para baixo. Ela olhava para seus olhos e depois jogava os fios soltos de cabelo para trás da orelha.


Cárcel cerrava os dentes e suas mãos aceleravam. Suas veias saltaram. Não aguentava mais. Seu rosto se contorceu em uma careta e ficou vermelho enquanto gozava sobre a imaginária Inés. Sua semente quente se espalharia pelo rosto dela. Ela então sorriria timidamente e lamberia um pouco nos lábios. A Inés recatada e comportada não estava à vista.


É claro que a verdadeira Inés jamais faria isso. Cárcel cobriu o rosto em exasperação e engoliu o auto-ódio. Como pude me masturbar enquanto fantasiava sobre Inés? Como pude imaginar fazendo isso no rosto dela?


Ele se levantou da cama, dizendo a si mesmo que tudo não passava de um sonho do qual queria acordar. Pegou seu roupão e chamou um criado para arrumar a cama e preparar um banho. Tentou afastar as ondas de culpa que inundavam sua mente.


De repente, a voz de Inés ecoou em sua cabeça:

"É por isso que não quero desperdiçar minha energia com um homem como você, por quem não sinto nada."


Ela era uma mulher estranha, mas sedutora. Podia parecer quieta, mas estava longe de ser obediente. Talvez tivesse amado-o uma vez, mas agora não ligava se ele morresse amanhã. Bem, isso não foi exatamente o que ela disse, mas ela disse que não tinha razão para interrogá-lo, sentir ciúmes dele ou matá-lo, porque não sentia nada por ele.


Espera... ela queria que eu agisse com ciúmes dela?


De jeito nenhum. Era apenas sua esperança inútil falando. Cárcel mergulhou no banho e encarou a parede. Oscar disse uma vez que “os sonhos são a encarnação dos nossos desejos subconscientes”. Se ele estivesse certo, esse sonho sugeria que seus desejos subconscientes incluíam...

A visão de Inés nua pairava diante de seus olhos sobre a banheira. Cárcel desviou o olhar e xingou. Quando olhou de volta, ela ainda estava ali, com uma perna esguia esticada para fora da água. Ela se recostava na banheira, com satisfação e sedução estampadas no sorriso. A própria visão era mais do que suficiente para fazê-lo trazer a Inés da fantasia de volta para seus braços.


Se ao menos pudesse colocar os lábios dela nos seus e ver seu rosto corado pelo calor.

Se ao menos pudesse fazê-la gemer ao seu toque.


Mas, infelizmente, a visão desapareceu tão rápido quanto surgiu. Cárcel encarou a parede por mais um tempo.

— Droga...! Porra! — Ele respingou um pouco de água sobre si e saiu da banheira.


Precisava tomar um pouco de ar fresco. E conhecer novas pessoas. Precisava de alguma novidade para estimular sua mente. O torpor do verão devia estar enlouquecendo-o, e sua mente se agarrava a qualquer coisa para se entreter.

Com um pouco de ar fresco e novas perspectivas, essas visões ridículas de sua noiva monótona, desagradável e irritante deveriam desaparecer por conta própria.


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