Capítulo 8 — Sonho erótico
— Inês, pare. Eu ainda não terminei.
— Não quero ouvir mais nada!
— Não, você vai ouvir.
Cássel agarrou o pulso de Inês com firmeza, mas sem machucar. Espera, agarrar? Ele olhou para a própria mão, que havia agido por puro reflexo, e depois para Inês, que tentava se soltar, irritada.
"O que diabos estava acontecendo? Por que eu estou agindo desse jeito…?"
No entanto, o rosto que Inês virou para ele o deixou ainda mais atordoado. Ela estava banhada em lágrimas. Inês… com uma expressão daquelas?
O ar faltou em seus pulmões por um instante. Então, completamente à revelia de sua própria vontade, seus lábios se moveram sozinhos:
— Escute bem, Inês Valeztena. Eu…
— Não quero escutar!
— Droga, me escuta! Não é o que você está pensando.
— Se não é o que estou pensando, o que é então?! Como você quer que eu interprete o que há entre você e aquela mulher?
Uma enxurrada de interrogações invadiu a mente de Cássel.
Primeiro: como ele havia parado naquela situação?
Segundo: por que sua mão estava segurando aquele pulso de novo?
Terceiro: por que sua boca insistia em falar por conta própria?
E quarto… aquela mulher? Inês Valeztena estava mesmo tendo uma cena de ciúmes por causa de outra?
— Não há nada para interpretar. Porque ela não significa nada.
Sem fazer a menor ideia de quem era a tal mulher, seus lábios se moveram novamente, ignorando seu controle. Antes que pudesse processar, seus braços agiram: ele puxou Inês para si e a envolveu em um abraço apertado. Puxada, arrastada e prensada contra o peito dele…
"O quê?!"
— Me solta! Me larga…!
Cássel a mantinha presa, mas, internamente, estava em um terrível estado de embaraço. Aquilo não era intencional. E o que significava toda aquela atmosfera melodramática? Desde quando a voz de Inês tinha um tom tão sôfrego e vulnerável?
— Inês, você sabe que nada faz sentido para mim sem você.
Sentiu como se o céu estivesse desabando sobre sua cabeça. Fazer sentido? Sem ela? Era uma declaração inacreditável para partir dele. Ele quase implorou a Deus, desesperado, para que aquelas palavras cafonas não estivessem saindo de sua boca, mas sua mão já acariciava os cabelos dela para acalmá-la, e ele já nem se surpreendia mais.
Nos seus braços, os cílios de Inês, molhados pelas lágrimas, tremiam de forma quase tocante. Aquela era a Inês ranzinza de sempre ou alguma bruxa disfarçada? Ele engoliu em seco. No momento em que ela o fitou com mágoa nos olhos úmidos, disparou:
— Você achou que eu continuaria sendo enganada? Que deixaria passar? Você é um covarde, Escalante!
Cássel ficou chocado.
Olhou para suas mãos segurando o torso dela para verificar se estavam tremendo. Felizmente, não estavam. Seus olhos viajaram mais para baixo, tentando se controlar.
Quando ela olhou para ele com dor e ressentimento nos olhos, ele engoliu em seco seu nervosismo.
Foi então que percebeu estar ereto.
— Até quando pretende me desonrar? Você é nojento! Afaste essa parte imunda do seu corpo de mim! —Inês gritou.
Cássel mal registrou o grito dramaticamente irreal de Inês. A verdade — a surpreendente e ridícula verdade — era que sua masculinidade agora pressionava contra o ventre dela. Não fazia o menor sentido. Aquilo era…
"Isso não pode estar acontecendo..."
— Saia! Me solte!
Inês esmurrou os ombros dele com as palmas das mãos e, vendo que não era suficiente, fechou os punhos e começou a golpeá-lo sem piedade. O fato de ela ter se gabado mais cedo de que "seria boa em dar surras" provou-se dolorosamente real. Mesmo com as mãos fechadas, o osso do dedo médio dela ficava ligeiramente saliente, um talento instintivo para duplicar a dor do impacto.
Ele gemeu com os golpes, mas a abraçou com ainda mais força.
— Me solta! Isso é uma imundície!
— Inês!
— Não ouse dizer o meu nome com essa boca suja! Seu bastardo infiel…!
— Eu já disse que nada faz sentido sem você!
"Então o que significa essa ereção?", o Cássel consciente perguntou a si mesmo, em pânico total. Mas, temendo a resposta, sua boca continuou a tagarelar de forma leviana no sonho:
— Sem você, meu corpo não reage. É impossível. Qualquer outra mulher que não seja você…
— …
— Você é a única mulher que me deixa assim.
— …
— Só você me ergue.
"Que cara louco…", pensou Cássel. Ele estava realmente excitado. E o pior: dizia aquilo com a voz mais lírica e romântica do mundo, como se não houvesse declaração mais sincera na Terra. A essa altura, ele já havia se entregado à metade do caminho, apenas assistindo àquele espetáculo bizarro sobre o qual não tinha controle.
Se aquilo era um pesadelo sem sentido, ele esperava acordar logo. Se sua cabeça estivesse quebrada, precisaria daquela poção que Inês mencionara para apagar a memória daquela vergonha.
Contudo, alheia aos desejos dele, a Inês do sonho deitou a cabeça no peito dele e murmurou:
— Me solte... Por favor, pare com isso.
Aquela voz num sussurro tão baixo, quase inaudível, era algo que a Inês real detestaria fazer, mas, ironicamente, no sonho parecia bastante… encantadora.
"Espera, o que estou pensando? Como posso achar ela encantadora?"
Sua noiva não era encantadora. Nem aos seis anos, e certamente não aos vinte e três. Ela deve estar tentando enganá-lo de alguma forma.
Ele precisava estar em alerta.
— Cássel...
A noiva, olhando-o com os olhos marejados, despertou um instinto de proteção avassalador e, simultaneamente, o excitou ao limite.
— Estou envergonhada por sua causa...
Como podiam coexistir a vontade de proteger aquela mulher como se fosse um pássaro ferido e o desejo selvagem de arrancar suas roupas? Apesar dos lugares onde ela o havia esmurrado, sua masculinidade expandida ao limite agora latejava. Era uma dor desajeitada, sôfrega, como a de um garoto que visse o corpo despido de uma mulher pela primeira vez — embora o Cássel real não tivesse reagido com tanta inocência em sua primeira experiência na juventude.
A Inês real era sempre modesta e puritana, sem nunca mostrar um centímetro de pele abaixo do pescoço. Aquela noiva intratável e sem graça…
— Não vou soltar você até que acredite em mim.
E lá estava ele, insistindo no erro. A mão que espalmava as costas de Inês desceu até o topo das nádegas dela, pressionando seus quadris firmemente contra os dele. Para o seu espanto, um som sôfrego e sonolento escapou da garganta de Inês.
— … Então, prove.
O rosto habitualmente hostil dela, agora molhado de lágrimas, abriu-se em um sorriso provocante e audacioso antes que ele percebesse.
Aquilo era, definitivamente, um sonho. O cenário que antes parecia realista demais para ser contestado transformou-se na certeza absoluta de um sonho febril no momento em que a mão de Inês tocou seu membro por cima do tecido, apertando-o levemente.
Era um sonho erótico de dar nós na cabeça.
— Mostre-me o quanto você me deseja, Cássel.
Era apenas um sonho, então agora só restava uma coisa a fazer: acordar. Porque aquilo era, definitivamente, a porção mais delirante de um pesadelo profano... Ele precisava despertar, e rápido. Inês não era uma mulher adequada para servir de matéria-prima para fantasias de tão baixo nível. Olhar para os botões do vestido dela, rigidamente fechados como o hábito de uma freira, fazia-o sentir-se genuinamente culpado.
Teriam que fazer isso e aquilo quando se casassem, é claro, mas ainda não. Ao menos, não contra a vontade da Inês Valeztena real. Além disso, sendo o tipo de homem que vivera sem jamais saber o que era a palavra "privação", Cássel nunca precisara recorrer a sonhos para ver uma mulher daquela maneira. Em termos práticos, agir como um sujeito desesperado, consumido por uma enorme frustração carnal, não combinava em nada com ele...
— …
Com um toque sutil, o cabelo dela, antes severamente preso, desfez-se em cascatas. Cássel a conhecia desde a infância, mas nunca a vira com os cabelos soltos. Inês vislumbrou a feição aturdida de Cássel e sorriu, levando a mão lentamente até o botão que adornava a base de seu pescoço.
Um, dois…… Conforme os botões se desfaziam, a pele alva e impecável começou a se revelar. Não fosse por se tratar de um sonho, era evidente que os belos olhos de Cássel teriam perdido toda a compostura, vacilando de forma selvagem.
Sua respiração tornou-se irregular. A linha clara da clavícula sobre a combinação branca que ela usava por baixo atraiu sua atenção imediata, e então a própria peça íntima desapareceu num piscar de olhos.
Ela não usava absolutamente nada por baixo.
— … Inês, por que você… não está vestindo—
A pergunta morreu no fundo de sua garganta.
Ele intuiu que, se terminasse de verbalizar aquilo, a ilusão poderia desmoronar. O fato de não conseguir mover um único dedo conforme sua própria vontade no sonho o incomodava, mas a visão diante de si mitigava qualquer frustração.
Os ombros que desenhavam uma linha perfeitamente arredondada; os seios e a cintura, voluptuosos e magníficos o suficiente para transbordar caso ele os acolhesse nas mãos; os quadris, tão proeminentes quanto o busto, e as curvas esculturais que desciam até as pernas... Ela parecia a ninfa de uma pintura famosa retratando um mito antigo.
Um corpo nu deslumbrante.
Com os cabelos negros e ondulados caindo livremente sobre os ombros, sem demonstrar um pingo de vergonha por sua nudez total, o olhar que ela lhe dirigia era pura sedução — o lembrete definitivo de que aquilo não passava de um delírio febril.
— Estou sempre assim, sempre que venho vê-lo.
"… Contudo, pensando bem, quem disse que um homem precisa acordar às pressas só porque está tendo um sonho profano?"
Não era um sonho ruim, afinal de contas.
Sem dores, sem ressentimentos, apenas... apenas Inês Valeztena despindo-se diante dele. Diante de um cenário daqueles, Cássel acomodou-se de forma mais sutil em seu próprio torpor. Às vezes, um pequeno desperdício de tempo era perfeitamente necessário.
— Cada vez que me ver, quero que saiba que estou nua por baixo... Para que reconheça este corpo... — sussurrou com a voz mais sedutora. — Esperei por esta noite por muito tempo, Cássel.
Sem qualquer aviso, ela deslizou a mão por dentro das calças dele, abriu os dedos delicados e envolveu seu pênis com firmeza. Cássel cerrou os dentes para conter o próprio clamor, mas, cedendo ao impulso, puxou-a abruptamente pela nuca e a tomou em um beijo voraz.
Daquele sonho, ele não queria acordar nunca mais. Jamais…
— … Irmão?
Cássel arregalou os olhos.
O teto acima dele era o de seu próprio quarto, perfeitamente familiar, exceto pelo fato de que o rosto aparvalhado de Miguel preenchia a borda de seu campo de visão.
— … Que porra.
"Maldito teto. Maldito Miguel… Maldita seja! Tinha sido o sonho mais perfeito e profano da minha vida."
✽ ✽ ✽
— Você decidiu que queria brigar comigo desde o amanhecer de hoje?
— … Que merda… Maldito seja este bastardo…!
— Irmão? Cássel?
Não parecia nada sensato vê-lo encarar o próprio irmão mais novo daquele jeito assim que acordava, cobrindo-o de insultos. Miguel, presumindo que aquilo fosse apenas um reflexo de algum pesadelo, sacudiu o corpo dele mais uma vez.
Sobressaltado pelo toque, Cássel empurrou a mão de Miguel com violência e sentou-se na cama de supetão. O lençol deslizou pelo seu corpo, revelando o torso de músculos densos e esculpidos. Escusado seria dizer que aquele cenho franzido pertencia a um homem dono de um rosto impecável; seu porte naturalmente alto e a musculatura robusta, forjada através do treinamento intensivo na academia militar, eram uma verdadeira obra-prima.
"Mas por que...? Por que, logo por Inês Valeztena, estou sendo reduzido a esse estado miserável?"
Cássel, que se afogava em um ceticismo tão profundo quanto os abismos do oceano enquanto encarava o próprio corpo, de repente notou o lençol sendo empurrado com força entre suas pernas. Sua respiração travou.
— … Saia daqui.
— Qual é, ficou maluco? Ainda não acordou direito?
— Cai fora.
— Que tipo de pesadelo você teve para acordar assim?
Se fosse qualquer outro dia, ele teria apenas ignorado aquela reação matinal com o desdém típico de quem "já estava habituado a transbordar energia". Mas aquela manhã era diferente de todas as outras.
— Suma do meu quarto, seu bastardo…!
Miguel era o culpado por interromper o sonho no momento mais crucial, e sua permanência ali representava a ameaça iminente de que aquele segredo vergonhoso fosse descoberto.
Cássel sentiu um pânico genuíno de que o irmão notasse sua ereção e enxergasse através daquele delírio lascivo.
Ele escorraçou Miguel disparando os piores palavrões que não usava contra o irmão desde a infância. Mesmo após ser expulso, Miguel provavelmente iria correndo se queixar ao pai deles, mas o Duque de Escalante detestava fofocas infantis. Portanto, não era isso que perturbava a mente de Cássel.
— …
O que perturbava e destruía o seu coração era outra coisa.
Quando ele puxou o cobertor, a ponta de sua masculinidade, já vertendo o líquido límpido da excitação, erguia-se altiva, como se zombasse dele. A sensação daqueles dedos delgados envolvendo seu membro permanecia dormente em sua pele, real demais para ser ignorada. Toda aquela situação parecia o enredo irônico de uma literatura barata.
— … Inês Valeztena.
Como se respondesse ao nome, seu corpo estremeceu.
"Que mulher insuportável."
Ela era rígida, entediante e sempre vestida como uma freira. Ainda assim, sua roupa escura apenas destacava a palidez e a perfeição daquela pele... Um contraste pecaminoso que agora queimava em sua mente.
— … Ah…
Outro suspiro, pesado e necessitado, escapou de Cássel enquanto a imagem de Inês estava em sua cama. Aterrorizado com a nitidez daquela projeção, ele quase podia sentir o calor dela contra si.
Inês Valeztena, deitando-se languidamente entre suas pernas como uma criatura soberana, uma leoa, oferecendo o quadril quente à sua crueza enquanto deslizava os dedos delicados, mas firmes, pela extensão latejante de seu membro. A fricção imaginária fez seu baixo-ventre contrair com violência.
Aquele rosto limpo, casto e aristocrático, rebaixado bem no meio de suas pernas.
Um impulso insuportável atingiu-o, fundindo-se à culpa que tentava sufocá-lo. Ignorando qualquer vestígio de razão, Cássel envolveu a própria masculinidade totalmente exposta e soltou um gemido vazio, abafado contra o travesseiro, desferindo movimentos rápidos, selvagens e implacáveis. A pele ardia no aperto de sua mão.
"Inês Valeztena. Maldita Inês Valeztena…"
O nome dela oscilava em sua garganta, misturado à metade de todos os palavrões que ele conhecia. Era absolutamente impossível conter o ápice do desejo. Em sua imaginação, Inês entreabria os lábios, mal conseguindo abrigar a espessura daquele membro. Até mesmo o reflexo de engasgo que parecia sufocá-la em sua mente era deliciosamente excitante; estava claro que ela não seria capaz de comportá-lo por inteiro, mesmo que ele forçasse até o fundo de sua garganta. Seu pau preenchia aquela boca redonda em movimentos curtos e urgentes.
Para cima, para baixo... Conforme os cabelos escuros e soltos dela caíam atrás das orelhas, o rosto de Inês movia-se sobre o sua virilha. Cássel cerrou os dentes com força, acelerando o ritmo dos próprios dedos em uma fricção frenética.
Suas feições belas como as de uma escultura desorganizaram-se pelo calor do ápice, distorcendo-se por completo no momento em que ele ejaculou sobre o rosto inexistente de Inês.
Naquela fisionomia caracteristicamente pura e limpa, seu sêmen espalhava-se de forma lasciva. E ela sorria, audaciosa, enquanto passava a língua pelos lábios para recolher os vestígios dele.
Era natural que a imagem fosse tão devassa, afinal, aquela não era a Inês real. Cássel ergueu-se da cama com os rastros da ejaculação na pele, sentindo o impulso de fugir de si mesmo, engolindo os xingamentos que subiam por sua garganta.
"Foi apenas um sonho", repetiu para si mesmo. "Um delírio do qual eu precisava acordar." Aquilo não podia ser real. Ele havia acabado de se masturbar pensando em Inês. Como ousava imaginar tamanha profanação contra o rosto dela?
Impaciente, agarrou o roupão, vestiu-o e ordenou ao assistente que passava pelo corredor que entrasse imediatamente para trocar os lençóis da cama e preparar a água do banho.
No lugar onde o breve prazer havia passado, a culpa emergiu como uma onda violenta. Mas durou pouco.
'— Portanto, eu não pretendo desperdiçar minhas forças desnecessariamente com um homem de quem eu não gosto, como você.'
Mulher estranha e odiosa. Uma megera que fingia ser mansa apenas para ditar as regras do seu próprio jeito. Ela tivera a audácia de dizer que já não gostava dele, dando a entender que não se importaria se ele buscasse outras mulheres — embora não tivesse usado essas palavras exatas. Ela dissera que não sentia nada, portanto, não havia motivos para cobranças, nem razões para ciúmes, nem motivos para querer matá-lo…
— … De jeito nenhum.
Será que, no fundo, ele desejava que ela o cobrasse? Cássel submergiu o corpo na água fria do banho e ficou encarando a parede nua. Não pode ser.
"Como posso ter uma ideia tão absurda?"
Mas então, a provocação que seu primo Óscar lhe fizera na infância ecoou em sua mente: "Os sonhos são a manifestação dos desejos mais profundos..."
Se aquilo fosse verdade…
Como uma alucinação, a imagem de Inês sentada diante da banheira materializou-se diante dele. Cássel engoliu outro palavrão e golpeou a superfície da água com o punho.
No entanto, como se zombasse de seus esforços, a projeção virtual de Inês permanecia ali. Com os pés delicados repousando sobre as pernas dele, ela inclinava a cabeça sobre a borda da banheira com um semblante sonolento, como se quisesse que ele a puxasse para cima de si.
Se ele pudesse desorganizar aquele rosto tão polido agora mesmo... Se pudesse fazer aqueles lábios silenciosos chorarem e implorarem a cada toque de suas mãos…
A ilusão desfez-se abruptamente no instante em que ele reconheceu a natureza daquele impulso fugaz. Cássel encarou a parede vazia, saltou para fora da banheira salpicando gotas de água fria pelo chão e vestiu-se às pressas.
— Droga...! Porra! — Ele respingou um pouco de água sobre si e saiu da banheira.
Precisava tomar um pouco de ar fresco. E conhecer novas pessoas. Precisava de alguma novidade para estimular sua mente. O torpor do verão devia estar enlouquecendo-o, e sua mente se agarrava a qualquer coisa para se entreter.
Com um pouco de ar fresco e novas perspectivas, essas visões ridículas de sua noiva monótona, desagradável e irritante deveriam desaparecer por conta própria.
Sim, sua noiva só infernizava a sua existência e que, para completar, já não o amava mais…
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