The Broken Ring
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I Was The Trash - Aquele Lixo Fui Eu
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Capítulo 12 — Um cão fiel

Emaranhado em seus pensamentos caóticos, Cárcel sentiu-se verde de inveja. Seu próprio histórico estava longe de ser impecável, e, portanto, não tinha o direito de acusá-la de casos amorosos. Mas, depois dos votos matrimoniais, ele teria todo o direito do mundo.

Ele baixou a voz.


—Não me importo se você tem visto outros homens até agora. Dadas minhas ações passadas, não mereço ter o direito de dizer qualquer coisa a você nesse aspecto.

—Ah, é mesmo? Então você entende o conceito de vergonha. — Sua resposta foi calma, como sempre.

Ela então tentou recostar-se na cadeira, mas Cárcel agarrou ambos os pulsos dela com uma mão e encontrou seu olhar diretamente.


—De qualquer forma, não posso tolerar isso. A menos que seu objetivo seja garantir que minha promiscuidade forneça a justificativa para a sua... —

—Essa descrição não está muito longe do meu verdadeiro objetivo.

—O quê? Você deve estar louca!

—Mas dificilmente conseguirei igualá-lo, dado seu impressionante histórico.

Será que ela sempre foi tão ávida para se insinuar entre as pernas de um homem? Cárcel se perguntou. Ele enxugou o suor do rosto com a outra mão.


—Entendo que você não tenha grandes expectativas sobre minha virtude ou lealdade depois de... tudo que fiz na academia militar. Eu entendo isso.

—Você quer dizer a academia que você frequentou para evitar se casar comigo?

Seu olhar vacilou. Ele pensava em todas as mulheres com quem dormiu durante os anos de academia, mas ela tinha um ponto. Os dois já teriam se casado há seis anos, não fosse Cárcel ter evitado o inevitável.

O sorriso dela se alargou em um meio sorriso de deboche.


—Não se preocupe. Eu gostei do atraso tanto quanto você. Felizmente, você acabou se alistando depois disso.

Agora era a vez de Cárcel sorrir de escárnio.


—Imagino que você e seus pretendentes sejam gratos pelas minhas decisões passadas.


—Não tenho pretendentes. Nenhum. — Ela esclareceu, confiante, e a resposta soou verdadeira.


O sorriso sarcástico de Cárcel se transformou momentaneamente em um sorriso agradecido, até que ela acrescentou:

—Eu apenas fiquei satisfeita que o casamento foi adiado, só isso. Por favor, note que eu não desgosto particularmente de você, Escalante.

—Mas você também não gosta particularmente de mim, Inés — ele retrucou. Não achou sua última frase nada reconfortante.

—E por que isso deveria importar para você, de qualquer forma?

—Por que meus sentimentos deveriam importar para você? —Ele sentiu um nó na garganta. 

Por que meus sentimentos não importam mais para você? —quis perguntar a ela.


Ela suspirou e esclareceu novamente: 

—Nunca tive relacionamentos com homens. Não tenho encantos extravagantes nem uma beleza assombrosa como a sua para atraí-los.

Ela estava enganada. Ele quase quis sacudi-la e gritar sobre como seus encantos já o haviam enfeitiçado. Quase quis confessar todas as coisas detestáveis que fizera enquanto pensava nela. Mas não pôde. Se contasse a verdade nua e crua, ela poderia deixar Mendoza de vez, para nunca mais vê-lo.


—É tão horrível assim querer lhe dar liberdade? Estou tentando tornar o casamento mais confortável, principalmente para você. Claro, tenho a possibilidade de encontrar alguém que eu realmente ame no fundo do coração e mente... —

Cárcel bufou. Ela ainda tinha a audácia de mencionar o amor verdadeiro, com suas ideias frias sobre casamento.


—De qualquer forma, só quero que você se sinta livre. Sei que minha decisão atrapalhou sua vida. Você foi forçado a um noivado. Recebeu um título tão jovem e passou os últimos dezessete anos em aulas intermináveis por causa disso. Além disso, foi emparelhado com uma mulher entediante e comum, que você até chegou a evitar entrando em um navio de guerra. É por isso que quero garantir que você sinta que algo bom veio desse acordo. —Inés tocou a bochecha dele duas vezes. Igual aos velhos tempos—. Para que você possa usar esse seu rostinho bonito.


Cárcel estava convencido de que ela não estava dizendo toda a verdade. Isso devia ser uma farsa. Por que mais ela falaria tanto para se explicar para ele, se ele nunca havia pedido? Sua expressão suave e esse sentimento gentil de sacrificar seu orgulho pela conveniência do noivo não combinavam com Inés Valeztena. Ela devia estar tramando algo. Com certeza estava.


O que ela estaria tramando? Ele estreitou os olhos em fendas e a observou por longos segundos antes de se inclinar para frente.


Ela continuou seu monólogo: 

—Sei que sua vida até agora foi limitada pelo nosso noivado, mas prometo que sua vida de casado será mais livre. Você desfrutará das liberdades que lhe foram roubadas antes.

Cárcel se aproximou ainda mais. Agora, seu rosto estava a meros centímetros da pele de porcelana de Inés.

—E, como sua esposa no papel... —Sua voz se perdeu. Eles estavam tão próximos que ela já podia sentir sua respiração em sua bochecha.

Finalmente, ela parecia pega de surpresa. Seu rosto corado correspondia ao que Cárcel via todas as noites em seus sonhos, pouco antes de se lançar sobre seu corpo.

—Ela prendeu a respiração por um segundo antes de continuar.

—Vou viver minha própria vida sem interferir na sua e apenas desempenhar o papel de esposa diante dos outros.

—Então você quer viver como uma esposa que não tem nada a ver com o marido? Como isso é possível? —ele perguntou.

—Farei o meu melhor para cumprir os deveres exigidos como sua esposa no papel. Espero o mesmo de você. Não nos amamos, e é exatamente por isso que seremos um casal perfeito. Tudo o que precisamos fazer é gerar descendentes para nossas respectivas famílias. Fora isso, teremos zero interesse na vida pessoal um do outro—


Cárcel arrancou o resto de suas palavras com os lábios. Os olhos de Inés se arregalaram, e ela prendeu a respiração por um instante. Quando ele deslizou a língua em sua boca, ela exalou. Não esperava o beijo repentino, e Cárcel também não. 

Guiado pelos instintos, ele sugou seus lábios com força e puxou seu corpo mais para perto do seu. Suas pernas se entrelaçaram, e os joelhos dela se encaixaram mais profundamente entre suas coxas. Quando ele a abraçou com mais força, seus joelhos tocaram seu membro duro feito pedra.

Se ela realmente fosse tão inocente quanto parecia todos esses anos, não deveria perceber sua ereção pelo toque. Se fosse mais consciente do que sua reputação sugeria, perceberia imediatamente.

Naquele instante, Cárcel viu Inés corar, pela primeira vez em sua vida. Ela sabia exatamente o que estava acontecendo e qual efeito tinha em seu corpo. Finalmente, ele havia rompido sua armadura e a pegado desprevenida.


Cárcel afastou os lábios e recuperou o fôlego. 


—Você pretende ter filhos sem... fazer isso?


Embora tivesse acabado de beijar sua futura esposa pela primeira vez, ele não sentiu satisfação, apenas inveja. Como ela aprendeu sobre os atos entre um homem e uma mulher? Quem a ensinou essas coisas? Cárcel sabia que não tinha direito de sentir ciúmes, mas ainda assim o sentimento brotou dentro dele.

Novamente, ele traçou o lábio inferior dela com os seus por um instante, antes de se afastar, escondendo uma careta por trás de um sorriso estonteante. 

—Lamento dizer, mas não posso viver assim, Inés Valeztena de Perez.

Ele talvez não pudesse fazer nada sobre o passado dela, mas estava determinado a mudar o futuro. 

—Você vai me beijar incontáveis vezes e deitar comigo incontáveis vezes mais. Não tocarei em outra mulher e só buscarei satisfazê-la até o fim de seus dias, muito depois de você ter gerado nossos filhos. —Ele olhou profundamente em seus olhos, esperando que suas palavras chegassem até ela.

—É por isso que não tenho interesse nas supostas liberdades que você quer me conceder. Esse não é o casamento que pretendo ter com você. Posso ser um filho da mãe, um cão imundo... Mas você deve saber que cães são as criaturas mais leais àqueles a quem pertencem.



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