Capítulo 33 — Testando Limites
Logo em seguida, ele ergueu sua saia de repente, abriu-lhe as pernas e enfiou a cabeça no meio delas.
Seus lábios desordenados quase deixaram escapar um grito, mas ela ainda se esforçou para manter a dignidade.
Porém, era improvável que pudesse recuperá-la, já que já estava ali, na penteadeira, com as pernas afastadas — e Cassel inclinado entre elas.
— Cassel... sim, Cassel... espera um momento...!
O sopro quente atingiu a fina peça íntima.
Cassel não a retirou — apenas deslizou os lábios pela fenda úmida, deixando um beijo leve.
Do monte delicado às protuberâncias mais sensíveis, tocou a carne macia entre as dobras e sobre a abertura ainda fechada. Como ele já sabia até então... ela também.
Cassel ergueu levemente os dentes, mordiscando o tecido suave.
E a pressão que Inês sentiu não era saliva — era a umidade crescente contida no pano.
Embora fosse, em essência, uma reação fisiológica natural, a fez se sentir derrotada, exposta no pior momento.
Como se cinquenta palavras de zombaria ecoassem, mesmo que ele não tivesse dito nada.
A vergonha da mulher que mal havia atravessado sua primeira noite ainda não tivera tempo de assentar.
Inês agarrou bruscamente os cabelos de Cassel, forçando-o a erguer a cabeça.
No entanto, o rosto que ela encontrou não trazia o sorriso zombeteiro que esperava — era uma máscara sem expressão, fria, que ao final soava ameaçadora.
Rapidamente reprimiu sua irritação e afastou a mão da cabeça dele.
Apesar de sua força interior, Inês era realista demais para não entender: provocá-lo só lhe traria perdas maiores que ganhos.
Mas quando se pensa que é tarde demais... geralmente já é tarde.
Os lábios de Cassel seguiram o movimento da mão dela, mordendo de leve a ponta de seus dedos, arrancando um toque de dor.
Depois desceram até a palma, onde pousaram um beijo suave.
Era como se fosse um leão de boca aberta, e ela, uma presa tola, empurrada para dentro dele.
Além disso... eram aqueles lábios.
“… … .”
Aqueles lábios selvagens que haviam lambido por cima de sua roupa íntima há pouco... Desta vez, as pontas das orelhas de Inês se aqueceram e ela tentou segurar sua mão, mas ele foi mais rápido em agarrá-la.
Seus lábios, que pressionavam suavemente suas palmas, percorreram a pele macia, deixando beijos por toda parte. Como se as mãos de Inês substituíssem seus próprios lábios... Quando ela as moveu, os dele as seguiram, como em um beijo ainda mais profundo.
Quando ele colocou o rosto entre suas pernas, sob a luz plena, ela não conseguia ver a cena diretamente — mas era ainda mais embaraçoso porque podia se ver no espelho.
Que desavergonhado... pensou, olhando para o homem sentado entre suas coxas, que agora acariciava suas mãos como se estivesse sussurrando disparates.
Cássel, umedecendo os lábios em cada um de seus finos nós dos dedos, chupou suavemente as pontas antes de encarar Inês através do cabelo loiro bagunçado. Seus olhos estavam ainda mais intensos do que na noite anterior. O ar quente descia pela garganta dela, ardendo até o estômago.
Com uma mão, ele segurava a que Inês tentava afastar. Com a outra, afastava sua coxa desde a base, puxando-a para si, apoiando o joelho no penteadeira. Seu corpo firme inclinava-se sobre ela, enquanto suas longas pernas se dobravam.
Com o peso, o corpo de Inês recuou contra o espelho. Um dos seios ainda exposto, sua cintura fina arqueada e as pernas abertas sobre o móvel... Era um retrato de vulnerabilidade.
Foi quando ele ergueu os lábios de sua mão que pôde vislumbrar seu sexo indefeso.
— No fim das contas, você combina bem com o espelho.
Parecia uma brincadeira, não uma provocação maliciosa, mas não havia sequer um traço de doçura em seu tom.
Com aquela sensação ominosa que não desaparecia, Inês tentou resistir com a perna livre, mas ele logo pressionou o interior de sua coxa, forçando-a a abrir-se ainda mais.
O olhar de Cássel desceu até sua roupa íntima branca, já marcada pelos dentes e úmida de desejo. Seus olhos azuis ardiam de forma descaradamente insidiosa.
Talvez você goste tanto do espelho quanto eu.
“… … .”
— Acho que já basta se você também puder ajudar. Não é?
Seria menos desconfortável se ele tivesse dito aquilo olhando para seu rosto — mas ouvir com os olhos dele fixos entre suas pernas só tornava tudo mais humilhante.
Inês conseguiu negar com a cabeça.
Cássel riu baixo.
— Não?
— Isso não ajuda.
— Mas você sentiu.
“… … .”
— No espelho, viu seus próprios seios sendo provocados.
— Mesmo que você não diga…
— …Viu a si mesma tremendo enquanto eu tocava seus mamilos.
“… … .”
— Então, será que você se excita só por expor um dos peitos?
Inês fechou a boca à força. Parte porque sabia que, quanto mais tentasse rebater, mais ele falaria; parte porque percebia que sua situação atual só aumentava a própria humilhação.
Mas o silêncio tardio não surtiu efeito.
— Responda, Inês.
“… … .”
— Porque este é o processo de descobrir o que realmente te excita. — ele explicou.
Em vez de tirar a calcinha, sua mão virou-se para o lado e, sem hesitar, mergulhou no interior úmido explorando delicadamente. A ideia de olhar para o rosto de Inês e explicar o que fazia era apenas uma ilusão passageira. Os olhos desconhecidos da madrugada substituíam os familiares, e a situação parecia desconfortável e inesperada. O dedo que lentamente empurrou a estreita passagem alcançou o máximo que pôde e raspou a parede interna para baixo. Inês inclinava a cabeça para o espelho, mordendo o lábio com constrangimento. Sons involuntários escapavam dela, expressando surpresa e tensão.
—Você já está sensível?
—…Sim…
—Seu buraco está molhado já há algum tempo, e ainda não fizemos muita coisa.
Mesmo em meio aos sons lascivos de fluidos, palavras vulgares podiam ser ouvidas, o que era difícil de acreditar.
—Então, aah, esse tipo de coisa...!
—Se for nobre demais para você ouvir estas palavras, pode me dizer o que a comoveu. O que a fez se molhar tão facilmente?
—Aha, ah... ah...!
O número de dedos formigando para baixo aumentou. Dois, depois três... Cada vez que seus dedos grossos de Cássel subiam e desciam pela estreita parede interna, e cada vez que ela lutava contra o prazer, as alças da camisola dela deslizavam lentamente para baixo, expondo a outra metade do seio.
Cassel, que encontrou a linha que mal expunha seus mamilos, brilhou os olhos perigosamente. A camisola era fina demais para esconder a cor da aréola por baixo.
Ele abaixou a cabeça e a engoliu pela milésima vez. Era melhor chupar até doer. Mordendo e mastigando a ponta do mamilo, rolando-o suavemente com a ponta da língua para aliviar a dor...
...Que sensação boa.
Mesmo com os sons que surgiam da tensão entre eles, era difícil acreditar no quanto o corpo de Inês respondia naturalmente. Os movimentos de Cássel continuaram, cuidadosos e graduais, ajustando a posição de Inês sem causar dor, apenas aumentando a sensação de proximidade e intensidade.
Cássel observava atentamente, ajustando cada gesto para respeitar os limites implícitos e, ao mesmo tempo, manter a tensão e a intimidade do momento. Ele testava reações, perguntando sobre o que ela sentia, mas sempre de maneira controlada:
—Está tudo bem assim?
—Ah…Sim, ajuda…
—Então, mesmo sem querer, você percebe que reage naturalmente.
Inês admitiu com uma expressão um tanto trágica no rosto. Assim que as palavras saíram, ela rapidamente colocou as mãos para cobrir o rosto de Cassel, que estava prestes a se pressionar contra seu peito novamente, e acrescentou: —...Eu não sou insensível, então não posso evitar sentir isso, mesmo que fazer isso deveria ser mal. Porque é normal. Olhar para você no espelho fazendo essas coisas... provavelmente é porque você é um pouco pervertido, sim. Talvez eu—
—Sei. Você também é um pouco pervertida, então me assistiu e sentiu esfregar seus seios no espelho, e talvez por ser meio pervertida, consiga sentir tudo quando te toco.
Cássel ouviu Inês atentamente e a corrigiu. Não era nada agradável. Não mesmo.
—Você percebe que, no fim das contas, está sendo útil?
—Não quero sentir coisas desnecessárias…
—Você diz isso, mas na verdade seu corpo mostra o contrário. Você entende o quão pervertido isso soa, não sabe?
—…O quê?
—Parece que gosta de forçar as coisas.
Foi como se a crítica intensa de Cássel tivesse saltado à tona — “Está me dizendo que devo toma-lá a força agora?” A verdade é que ele prefere agir com intensidade do que apenas cumprir um dever.
Inês balançou a cabeça rapidamente.
—Você sabe que não é isso que quero dizer…
—Não sei. Deveria testar isso também e registrar os resultados?
—Testando? Onde…!
—Já está bastante molhada, então não haveria dor. Acho que ficará decepcionada hoje.
Ele era arrogante. Cassel, que tinha acabado de baixar as calças até as nádegas, mesmo vestindo sua roupa habitual — camiseta e suspensórios — ele esfregou o pênis ereto na coxa dela, de modo que ficasse molhado de ponta a ponta.
Era tão firme e volumoso quanto o contato de um antebraço duro, e se mantinha intenso o suficiente para que não se cansasse facilmente.
Enquanto respirava com dificuldade, seu corpo deslizou para baixo da penteadeira.
A mão que levantou o camisola e envolveu suas nádegas, ajustando a roupa íntima, puxou com firmeza a peça para reposicioná-la.
—Agora não use nada assim à noite.
—Cássel…!
—Porque é incômodo fazer dessa forma que você prefere.
O corpo de Inês foi reposicionado e virado de maneira rude sobre a penteadeira. Cassel começou a estocar freneticamente. A força e o tamanho dele aplicavam uma pressão que chegava a sentir no colo do útero.
— ...Ah...Cássel…! — choramingou Inês. Mas ele parecia transtornado enquando falava:
— Não está sendo obrigada a fazer isso? Então por que está tão molhada...? Olha só como você esta pingando e melando meu pau.
Inés se olhou no espelho da penteadeira.
Exatamente no espelho, ainda com um rosto corado.
— Inês...deve se preparar. Se eu derramar tuda minha semente assim, a melhor coisa que já comi vai ficar ainda mais escorregadia...
"...!"
— Você deveria ter nossos filhos, não é? Eu meto com força, e você diz que é seu dever de boa esposa.
— C-Cassel..!
— Estou colocando com diligência, mas se você não tomar assim, seu dever será arruinado.
— Demais... Muito duro, Cassel... Devagar!
— Você não gostou forte? Então, assim, ha... Droga, não posso aguentar...
— Isso é muito...
— É muito vulgar? Olhe só a expressão no seu rosto, Inês. Então me pergunto se este é o nobre dever que você tanto queria...
— Aha... sim...!
— Nós só estamos fazendo o que precisamos... Ahh!
O som do gemido dele em seu ouvido, as estocadas que saiam descontroladamente e seu peito que balançava luxuriosamente no espelho toda vez que ele a tomava por trás, a mão que a agarrou avidamente novamente, seus lábios que sugaram e mordiscaram a nuca dela e deixaram marcas...
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